Mulher é expulsa a chineladas ao tentar furtar loja de açaí em Uberlândia
Uma mulher foi expulsa a chineladas após tentar furtar uma loja de açaí na tarde de segunda-feira (1º), em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. Imagens de uma câmera de segurança registraram o momento em que a faxineira Regilene Tenório de Santana percebe a tentativa de furto e reage contra a suspeita.
O que mostram as imagens
O caso aconteceu por volta das 13h. As câmeras de segurança mostram a suspeita entrando na loja e indo até o caixa. Aproveitando que não havia ninguém no local, ela abriu o caixa e pegou R$ 90 em notas de R$ 10. Ao tentar deixar o estabelecimento, a mulher foi surpreendida pela faxineira Regilene Tenório de Santana.
A funcionária a segurou pela gola da camisa e exigiu a devolução do dinheiro. Segundo Regilene, a suspeita negava ter pegado as notas. Mesmo tentando se soltar e ir embora, ela continuou sendo contida pela funcionária. Após alguns instantes, a mulher devolveu o dinheiro retirado do caixa. Antes de deixá-la sair, Regilene usou o próprio chinelo para expulsar a suspeita do local.
Segundo furto
De acordo com a faxineira, que é natural de Pernambuco, foi a segunda vez que a mulher esteve no local. Na primeira vez, ela abriu a porta do estabelecimento, entrou e também levou uma quantia em dinheiro. “Lá em Pernambuco é assim que a gente faz. Eu queria ensinar para ela a não fazer mais isso, sei que foi errado, mas a revolta falou mais alto”, desabafou a faxineira.
Há três anos na profissão, Regilene ainda contou que não ficou feliz de ter ganhado destaque por ter combatido uma pessoa em uma situação como essa, mas riu ao saber que o seu chinelo ficou famoso. “Já que não podia dar na mão, foi no chinelo mesmo. Os meus patrões registraram o boletim de ocorrência e agora ficamos mais atentos para que outras situações como essa não aconteçam. Mas não tenho medo, acho que é ela que está com medo de mim”, finalizou.
Ao g1, a Polícia Militar (PM) informou que ninguém foi preso até o momento.
Polícia orienta a não reagir a assaltos
Apesar do desfecho favorável, a Polícia Militar reforçou que a recomendação é não reagir em casos de assalto. “Como sempre fazemos, orientamos à vítima a não reagir a um assalto, mesmo que ela tenha habilidades. Não sabemos com que objeto o autor está armado, se fez o uso de alguma substância ou se há um comparsa escondido, por exemplo. Além disso, é importante que a vítima procure o órgão de segurança com o maior número de informações possíveis”, afirmou o major Anderson Claiton Borges.



