Dono de empresa é preso após microcâmera em banheiro de Içara
Empresário preso por microcâmera em banheiro em Içara

O dono da empresa onde uma microcâmera foi encontrada escondida na tomada de um banheiro foi preso preventivamente na quinta-feira (9), em Içara, no Sul de Santa Catarina. Em março, uma funcionária flagrou o dispositivo no banheiro unissex da empresa SS Solar Energia. O g1 entrou em contato com a defesa do empresário Filipe Silvano, responsável pelo estabelecimento, que não quis se pronunciar sobre a prisão.

Funcionária recém-contratada descobriu a câmera

O caso foi descoberto em março deste ano por uma funcionária recém-contratada, que percebeu uma luz intermitente no conector do banheiro, de uso exclusivo dos funcionários. Na ocasião, a empresa SS Solar Energia afirmou ter sido surpreendida e disse ter tomado medidas imediatas para que a Justiça esclareça o caso.

De acordo com a Polícia Militar (PM), a prisão ocorreu no bairro Cristo Rei, em cumprimento a um mandado expedido pela Vara Criminal da Comarca de Içara. Filipe Silvano foi localizado com o apoio da Agência de Inteligência do 29º Batalhão da PM, que monitorou o imóvel após identificá-lo. Assim que a presença do empresário foi confirmada no local, as equipes realizaram a abordagem com o suporte do Tático.

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Empresário foi levado ao presídio

O empresário foi conduzido ao Presídio Regional Santa Augusta. Ele deve passar por uma audiência de custódia nesta sexta-feira (10).

O caso aconteceu em 4 de março no banheiro unissex da empresa e de uso exclusivo aos funcionários. Na época, PM foi chamada e fez um termo circunstanciado por uso não autorizado de intimidade sexual e perturbação do trabalho ou sossego.

O que é o Termo Circunstanciado de Ocorrência

O Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) é o registro de uma infração penal de menor potencial ofensivo — ou seja, todas as contravenções penais e crimes com pena máxima de até dois anos. Os TCOs são encaminhados para o Juizado Especial Criminal, sem necessidade de encaminhamento na delegacia, por isso a Polícia Civil não foi acionada.

Inicialmente, os militares não localizaram nenhuma imagem no dispositivo. Mesmo assim, três celulares, um computador e um notebook, além da microcâmera foram levados ao 29º Batalhão, que informou que o caso foi encaminhado ao Judiciário.

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