Empresário foragido monitorava delegado e família, diz investigação
Empresário foragido monitorava delegado e família

Uma empresária de Goiânia registrou denúncia na Polícia Civil de Goiás afirmando ter sido vítima de extorsão e ameaças praticadas pelo empresário cuiabano Maike Koseki de Capua, que está foragido desde 14 de julho. A investigação aponta que Maike monitorava a rotina de um delegado da Polícia Civil de Mato Grosso e de sua família, responsável por investigá-lo em um caso de organização criminosa.

Denúncia de extorsão e ameaças

Segundo o boletim de ocorrência, em 14 de julho, o pai da empresária foi abordado por Maike e outros sete homens quando buscava a neta em uma academia de artes marciais, em Goiânia. O grupo se apresentou como policial e disse que realizava uma operação para localizá-la. A empresária então recebeu uma ligação informando que o pai e a filha estavam sob a "custódia" dos homens e que só seriam liberados após ela comparecer ao local.

Temendo pela segurança dos familiares, ela desceu até a entrada do condomínio onde mora e encontrou o grupo. Os homens exigiam que ela reconhecesse uma dívida supostamente contraída pelo ex-marido e assinasse um contrato de transferência de bens. A filha de 9 anos era mencionada repetidamente como forma de pressão. A empresária aceitou discutir a documentação apenas para ganhar tempo e evitar agressão. Ela também foi ameaçada de morte, e um dos integrantes alegou fazer parte de uma facção criminosa.

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Reação da defesa e medidas judiciais

Em nota, a defesa de Maike informou que ele pretende conceder entrevista para responder às acusações. Os advogados afirmam que não há intenção de fuga e que adotam medidas para reverter a prisão decretada, permitindo que ele se apresente à Justiça. Também disseram que vão acessar formalmente a investigação em Goiás para apresentar defesa técnica. Sobre o caso envolvendo o delegado e a esposa, Maike nega ter feito ameaças e afirma que divulgará um vídeo com sua versão dos fatos. A defesa ressalta que apenas manifestações oficiais do escritório representam o empresário.

A empresária encaminhou uma carta à desembargadora Juanita Clait Duarte, relatora do pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), após descobrir que Maike era alvo de investigação. No documento, ela relata as ameaças, afirma que o investigado representa risco à integridade da família e pede que o pedido de liberdade seja rejeitado. Ela também informou que, mesmo após Maike se tornar foragido, integrantes do grupo voltaram ao condomínio, possivelmente buscando dinheiro para facilitar uma fuga para outro país.

Intimidação e consequências

Após o episódio, a empresária deixou a própria casa com a filha e os pais, buscando um local seguro. Ela afirmou que a família foi exposta diante de moradores do condomínio, causando constrangimento e prejuízos à reputação. Parte da ação foi registrada pelo celular dela e pode ter sido capturada pelas câmeras de segurança da academia e do condomínio.

Empresário continua foragido

Maike Koseki de Capua é procurado pela Justiça de Mato Grosso desde que teve a prisão decretada durante investigação da Polícia Civil que apura supostas ameaças contra um delegado e sua esposa. Segundo as investigações, ele monitorava a rotina da família do delegado e fazia intimidações após ser alvo de apuração criminal. Até a última atualização, o empresário continuava foragido. Ele é investigado pelos crimes de organização criminosa, lavagem de capitais e coação no curso do processo.

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