Drones no Rio: de fuzil antidrones a treinamento na Ucrânia
Drones no Rio: de fuzil antidrones a treinamento na Ucrânia

Em uma operação na Cidade Alta, Zona Norte do Rio, a Polícia Militar apreendeu um fuzil antidrones, revelando a sofisticação crescente do crime organizado. A ação, que paralisou transportes e fechou escolas na região, expõe uma escalada no uso de drones por criminosos, que já lançaram ao menos sete explosivos em disputas territoriais nos últimos cinco meses.

Operação na Cidade Alta e o fuzil antidrones

Na manhã desta quinta-feira, agentes da PM realizaram uma operação na comunidade da Cidade Alta, no Complexo do Alemão. O objetivo era combater a disputa entre facções rivais pelo controle do tráfico de drogas. Durante a ação, os policiais encontraram um fuzil antidrones, equipamento capaz de derrubar aeronaves não tripuladas, indicando que os criminosos estão se adaptando às novas tecnologias de guerra urbana.

A operação causou transtornos: linhas de ônibus foram interrompidas e escolas da região suspenderam as aulas, enquanto tiroteios eram registrados. A PM não informou se houve prisões ou apreensões adicionais.

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Drones como armas: histórico no Rio

O uso de drones por criminosos no Rio não é novidade. Desde 2020, facções utilizam esses equipamentos para vigilância e transporte de pequenos objetos. Porém, o armamento com explosivos é uma escalada recente. Em cinco meses, pelo menos sete bombas foram lançadas por drones em áreas de conflito, segundo levantamento de veículos de imprensa local.

Especialistas apontam que a facilidade de adquirir drones comerciais e adaptá-los para uso militar os tornou atrativos para o crime. "Os drones se tornaram uma ferramenta de guerra urbana, permitindo ataques precisos sem expor os criminosos", afirmou o pesquisador em segurança pública, Carlos Lima, em entrevista ao G1.

Treinamento na Ucrânia e a conexão internacional

A sofisticação chega a um novo nível com relatos de que traficantes estariam recebendo treinamento no exterior, inclusive na Ucrânia, onde o uso de drones em conflitos se tornou rotina. Segundo informações de inteligência, criminosos brasileiros teriam viajado para aprender táticas de pilotagem e fabricação de explosivos caseiros.

Essa conexão internacional preocupa as autoridades, pois indica que o crime organizado está se internacionalizando e incorporando técnicas de guerra moderna. "A troca de experiências com zonas de conflito pode elevar o poder de fogo das facções", alertou o major da PM, Paulo Henrique, em coletiva.

Impacto na segurança pública e medidas futuras

A apreensão do fuzil antidrones é um passo importante, mas as forças de segurança reconhecem que precisam de mais recursos e treinamento para enfrentar essa nova ameaça. A PM do Rio anunciou que vai ampliar o uso de sistemas de detecção de drones e intensificar o patrulhamento em áreas de risco.

Moradores da Zona Norte vivem sob medo constante. "A gente não sabe se vai ter aula amanhã, se vai poder sair de casa. É uma guerra que não é nossa, mas a gente sofre as consequências", desabafou uma moradora da Cidade Alta, que preferiu não se identificar.

Enquanto isso, a disputa territorial continua. As autoridades pedem que a população denuncie atividades suspeitas pelo Disque-Denúncia (2253-1177).

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