O empresário William Crame, de 39 anos, foi morto a tiros na madrugada desta quinta-feira (16) dentro do próprio bar, no conjunto João Paulo, bairro Cidade Nova, Zona Norte de Manaus. O suspeito do crime é um policial militar que não estava em serviço e que foi preso em flagrante horas depois. A vítima teria tentado intervir em uma discussão entre o policial e a esposa dele.
Como ocorreu o crime
De acordo com a esposa de William, o empresário e um amigo bebiam no bar, que já estava fechado, quando ouviram uma mulher na rua gritar por socorro e dizer que o policial tentava agredi-la. William saiu do estabelecimento e perguntou ao homem por que ele estaria agredindo a mulher. O policial, então, teria ameaçado o empresário e, segundos depois, atirou contra ele.
A vítima conseguiu voltar para dentro do bar. Minutos depois, conforme a esposa, o policial retornou ao local, abriu o portão do estabelecimento e efetuou pelo menos 12 disparos. Destes, cinco atingiram o empresário e um atingiu o amigo da vítima, que já recebeu alta médica. A ação foi registrada em vídeo.
Reação do suspeito após o crime
Testemunhas relataram que, após o crime, o suspeito ainda tentou intimidar pessoas que estavam na região e fez novos disparos. Um dos tiros atingiu uma motocicleta estacionada no local. William chegou a ser socorrido e levado com vida para uma unidade de saúde, mas não resistiu aos ferimentos.
Prisão e investigação
O policial militar foi preso em flagrante na manhã desta quinta-feira (16). As circunstâncias da prisão não foram divulgadas. Ele foi encaminhado à Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), onde responderá pelos procedimentos cabíveis. Em depoimento, o suspeito afirmou que agiu em legítima defesa.
Além da investigação criminal, a Diretoria de Justiça e Disciplina (DJD) da Polícia Militar do Amazonas instaurou uma Sindicância Administrativa Disciplinar para apurar a conduta do policial. Em nota, a Polícia Militar do Amazonas informou que "não compactua com qualquer conduta que esteja em desacordo com a lei e os princípios da instituição".



