Delegado e policiais são presos em operação contra o tráfico na PB
Delegado e policiais presos em operação contra tráfico na PB

A delegada Emília Ferraz assumiu a titularidade da Delegacia de Crimes contra o Patrimônio (DCCPAT) nesta terça-feira (2), após a prisão do delegado Braz Morroni. A informação foi confirmada pela Polícia Civil da Paraíba. A delegada, que antes ocupava o cargo de adjunta, substitui o delegado afastado, preso durante uma operação contra o tráfico de drogas em João Pessoa.

Operação Perfídia

A operação, batizada de Perfídia, foi deflagrada na manhã desta terça-feira e investiga uma organização criminosa suspeita de tráfico de drogas, corrupção e vazamento de informações sigilosas. Ao todo, estão sendo cumpridos nove mandados de prisão e 24 mandados de busca e apreensão. A Justiça também determinou o bloqueio de cerca de R$ 10 milhões dos investigados.

Dois agentes da Polícia Civil também foram presos: Everton Rychelyson da Silva Aires, conhecido como "Bomba" ou "Bombado", e Eduardo Jorge Ferreira do Egito, conhecido como "Mão Branca". Segundo a polícia, Everton é apontado como operador central da organização, fazendo a ponte entre policiais e traficantes. Eduardo, por sua vez, é investigador e teria participado diretamente de subtrações de drogas, monitorado carregamentos, utilizado rastreadores e escondido drogas em sua residência.

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Outros presos

Além dos policiais, foram presos: João Wicttor Alves de Lima; Brendo Roberth Fernandes Sobral; Paulo Ricardo Barbosa de Souza ("Galinha"); José Alexandrino de Lira Júnior ("Júnior Lira"); Vanessa Dantas Fernandes; e Dankennedy Vieira Brito da Silva ("Babau"). As defesas dos suspeitos não foram localizadas para comentar o caso.

Quem é o delegado Braz Morroni

O delegado Braz Morroni, com mais de 20 anos de carreira, atuava na Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio (DCCPAT), em João Pessoa. Ele já passou por outras delegacias, como a de Repressão a Entorpecentes. As investigações apontam que a organização criminosa contava com a participação de agentes públicos que utilizavam a estrutura do Estado para favorecer atividades criminosas. O nome da operação, Perfídia, significa "traição" ou "deslealdade", em referência à conduta atribuída aos investigados.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos no esquema.

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