Onze homens armados com fuzis e vestindo roupas camufladas tentaram invadir comunidades na Zona Oeste do Rio de Janeiro na última segunda-feira. A ação, registrada por câmeras de segurança, mostra o grupo desembarcando de uma van roubada em uma área de mata em Guaratiba e atravessando uma cerca de arame farpado. O objetivo era alcançar o Largo do Correia e o Complexo da Cachamorra, em Campo Grande, regiões dominadas pela milícia.
Ação frustrada pela PM
Policiais militares do 27º BPM (Santa Cruz) foram acionados e recuperaram a van abandonada na Rua Represa Manoel Carlos. Segundo o batalhão, a invasão não foi concretizada, e não se sabe por onde os criminosos fugiram. A corporação afirma que informações de inteligência permitiram reforçar a segurança e frustrar o ataque. O policiamento continua intensificado na região para localizar os invasores, que podem estar escondidos na mata.
Líder do grupo: RD ou Gaguinho
Os invasores seriam ligados a Rodney Lima de Freitas, conhecido como RD ou Gaguinho. Contra ele, constam sete mandados de prisão emitidos pelo Tribunal de Justiça do Rio, conforme dados do Conselho Nacional de Justiça. RD já foi paramilitar e hoje integra o grupo “Os crias”, que comanda ataques do Comando Vermelho. Ele também é réu por homicídio.
Histórico de disputas
Não é a primeira vez que Rodney tenta invadir a região. Em junho de 2025, ele e outros 19 integrantes do CV foram acusados de tentar tomar o Largo do Correia. Os confrontos com milicianos duraram três dias, cessando apenas com a intervenção da PM. Segundo a polícia, o grupo planeja invadir territórios controlados pela milícia na Zona Oeste, incluindo Guaratiba e Santa Cruz.
Rodney, que antes integrava a milícia da Favela do Barbante em Inhoaíba — comandada por remanescentes de Zinho (entregue à PF em dezembro de 2023) — trocou de lado e passou para o tráfico. Ele é suspeito de envolvimento na morte de um homem em 2024, executado no Barbante. Investigações apontam que ele e outros três acusados, armados de fuzis e pistolas, renderam um casal; a mulher foi obrigada a correr, enquanto a vítima foi colocada no porta-malas de um carro e executada.



