A escultura Curumim da Lagoa, um dos símbolos da Lagoa Rodrigo de Freitas, na Zona Sul do Rio, foi vandalizada novamente. O arco da obra foi furtado menos de um mês após a conclusão de uma restauração que custou R$ 50 mil aos cofres públicos. O crime foi registrado na manhã desta quinta-feira, 20 dias após a recuperação da peça.
Reincidência de vandalismo na Zona Sul
De acordo com a Secretaria Municipal de Conservação, a escultura foi alvo de furto na madrugada. O arco, que havia sido recolocado durante o restauro concluído em junho, foi levado novamente. A pasta informou que já acionou a Polícia Civil para investigar o caso e que vai realizar novo reparo.
A obra original, instalada em 1979, é uma homenagem aos povos indígenas e foi criada pelo artista plástico Roberto Sá. Desde então, a estátua passou por diversas intervenções devido a atos de vandalismo. Segundo a prefeitura, somente no último ano foram gastos R$ 600 mil em reparos de monumentos públicos vítimas de depredação na cidade.
Impacto financeiro e medidas de segurança
O prefeito Eduardo Paes comentou o ocorrido em suas redes sociais: “É inadmissível que uma obra recém-restaurada seja vandalizada em menos de um mês. Vamos reforçar a segurança no entorno e cobrar responsabilização dos culpados.” A Secretaria de Conservação estuda a instalação de câmeras de monitoramento no local.
A população também se manifestou. Moradores do bairro cobram mais policiamento e iluminação na orla da Lagoa. “É uma falta de respeito com o patrimônio cultural da cidade. Gastamos dinheiro público para restaurar e logo vem alguém e destrói”, disse Maria Aparecida, frequentadora do local.
Histórico de furtos
O Curumim da Lagoa já teve o arco furtado outras vezes. Em 2022, a peça foi levada e recuperada meses depois. A repetição dos crimes levanta questionamentos sobre a eficácia das medidas de proteção. A prefeitura afirma que vai intensificar a vigilância e que estuda a colocação de grades ou sensores na escultura.



