Uma corretora de imóveis de 47 anos é investigada pela Polícia Civil de Santa Catarina por ter morado durante um mês em um apartamento que estava encarregada de vender em Balneário Camboriú, no Litoral Norte do estado. O caso veio à tona na noite de terça-feira (28), quando a suspeita foi levada à delegacia pela Guarda Municipal após a prima da proprietária denunciar a ocupação irregular.
Flagrante e abordagem
Segundo a Guarda Municipal, a prima da dona do imóvel informou que o apartamento estava à venda e deveria estar vazio, mas recebeu relatos de vizinhos de que alguém estava vivendo no local. Durante a verificação dos agentes, a suspeita teria se aproximado do prédio, mas ao avistar a viatura, tentou se esconder atrás de um veículo e disfarçar. Foi abordada e conduzida à delegacia.
Investigação e crimes
Na delegacia, a corretora prestou esclarecimentos, teve o celular apreendido e assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) por violação de domicílio. O TCO é utilizado para infrações de menor potencial ofensivo, com pena máxima de até dois anos, e os casos são encaminhados ao Juizado Especial Criminal. A proprietária, que reside em Brasília, será ouvida durante a investigação. A Guarda Municipal apurou que a corretora, ex-funcionária de uma imobiliária, teria ficado com as chaves do apartamento e passou a morar lá, enquanto informava à dona que ainda tentava vendê-lo. A proprietária afirmou desconhecer que a corretora havia saído da empresa. A suspeita é investigada por furto, esbulho possessório, estelionato e invasão de propriedade.
Contexto imobiliário de Balneário Camboriú
Balneário Camboriú é conhecida por ter o segundo metro quadrado mais caro do país para venda de novos imóveis. Com 138.701 habitantes, o município é um polo turístico e abriga alguns dos maiores arranha-céus do Brasil. O caso chama a atenção para práticas irregulares no mercado imobiliário local.
Desdobramentos
A Polícia Civil segue com as investigações para esclarecer todos os detalhes da ocupação ilegal. A proprietária do imóvel deve prestar depoimento nos próximos dias. A corretora responderá pelos crimes em liberdade, mas poderá ser processada judicialmente.



