A rede elétrica de Cuba entrou em colapso no final do domingo, conforme informou a União Elétrica de Cuba, a operadora estatal, deixando a ilha — com cerca de 10 milhões de habitantes — completamente às escuras. Este é o mais recente de uma série de apagões que se tornam cada vez mais frequentes no país.
Apagões recorrentes e infraestrutura envelhecida
A interrupção ocorre após três apagões em todo o país apenas no mês de julho. O sistema energético cubano, já envelhecido, enfrenta uma sobrecarga adicional devido ao bloqueio petrolífero imposto pelos Estados Unidos, que dificulta a manutenção e a operação das usinas.
A União Elétrica de Cuba não forneceu detalhes adicionais sobre a situação em suas publicações nas redes sociais X e Facebook, limitando-se a confirmar o colapso.
Pressão sobre o sistema e escassez de combustível
A pressão sobre o sistema elétrico tem aumentado à medida que Cuba enfrenta sérias dificuldades para garantir importações de combustível. O país perdeu uma fonte essencial de abastecimento após o bloqueio petrolífero imposto pelo presidente dos EUA, Donald Trump, em resposta à destituição do presidente venezuelano Nicolás Maduro, reconhecida por Washington em 3 de janeiro.
A Venezuela historicamente foi o principal fornecedor de petróleo de Cuba, e as importações do México também foram interrompidas em meio à crescente pressão dos EUA sobre os países que negociam com a ilha.
Abertura cautelosa do setor energético
A crise energética coincide com uma abertura cautelosa do setor energético cubano, tradicionalmente rígido. A escassez de combustível e as severas sanções dos EUA forçaram o governo a tomar medidas inéditas. Recentemente, Havana autorizou o primeiro empreendimento de importação de combustível com participação estrangeira e permitiu que cerca de 200 empresas cubanas participem da distribuição de combustível no atacado.
Essas medidas representam uma mudança significativa na política energética do país, mas ainda não foram suficientes para evitar os apagões que afetam a população.



