Cão em magreza extrema resgatado no PI; tutora presa por maus-tratos
Cão em magreza extrema resgatado no PI; tutora presa

Um cachorro em estado de magreza extrema foi resgatado em Parnaíba, no litoral do Piauí, após uma denúncia de maus-tratos. A tutora do animal foi presa em flagrante na segunda-feira (13), suspeita do crime, segundo o delegado Renato Pinheiro, da Polícia Civil.

Denúncia e resgate com uso de drone

O caso chegou até a polícia por meio de uma denúncia acompanhada de fotos e vídeos que mostravam uma situação considerada grave. A equipe foi até o local e utilizou um drone para verificar o imóvel antes da entrada dos policiais.

“Recebemos uma notícia que um cão estava em situação de maus-tratos e as fotos e vídeos eram muito fortes. Fomos ao local, passamos o drone e observamos que o cão ainda estava vivo. Fizemos a inspeção e não encontramos ração nem água limpa para ele”, relatou o delegado ao g1.

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Atendimento veterinário e diagnóstico de cinomose

O cachorro foi retirado do imóvel e levado para atendimento veterinário. Segundo Renato Pinheiro, o animal testou positivo para cinomose e permanece internado.

A protetora animal Patrícia Letícia, que acompanhou o resgate, informou ao g1 que o cão está internado em uma clínica em Parnaíba, e que uma campanha foi criada para ajudar a pagar os custos do tratamento. “Ele está com cinomose, a doença já está bem avançada, em estado grave mesmo. Não sei se o animal vai sobreviver, mas ele está internado”, afirmou.

Segundo Patrícia, o animal apresentava sinais de abandono e não recebia os cuidados necessários. Ela contou que recebeu a denúncia e repassou o caso à Polícia Civil. “O animal apanhava muito, nunca foi vacinado, está muito magro mesmo. Ele não tinha assistência de nada”, relatou.

Prisão em flagrante e aspectos jurídicos

A tutora do cachorro foi presa em flagrante pelo crime de maus-tratos. O delegado explicou ao g1 como funciona a parte jurídica nesses casos. “Em uma situação como essa a pessoa não fica presa porque a lei outorga como direito fundamental a liberdade provisória. A pessoa é presa em flagrante, mas não fica presa preventivamente até a condenação”, explicou Renato Pinheiro.

O delegado ressaltou que uma eventual liberação após a audiência de custódia não significa ausência de provas contra a suspeita. “Ela ser liberada na audiência de custódia não significa que o estado não reuniu provas, e sim que não há motivo (requisitos da prisão preventiva) para a pessoa ficar presa antes da sentença final”, afirmou.

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