Uma câmera de segurança flagrou o momento em que o tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos foi baleado na cabeça em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, no dia 27 de junho. O policial estava à paisana em uma moto, parado no semáforo, quando dois homens se aproximaram e efetuaram os disparos, fugindo em seguida. A vítima foi socorrida e permanece internada em estado grave.
Terceiro suspeito morto pela Rota
Na quinta-feira (2), em Peruíbe, no litoral paulista, Elenilson Misael da Silva, conhecido como 'Galego', de 47 anos, foi morto por policiais da Rota após ser alvo de cinco disparos de fuzil e pistola. Ele é o terceiro suspeito de envolvimento no atentado contra o tenente a ser morto pela polícia. Segundo a Polícia Militar, a equipe recebeu uma denúncia apontando que o homem, suposto integrante do PCC, estaria envolvido no ataque.
Detalhes do confronto
De acordo com a decisão do delegado, obtida pelo g1 nesta quarta-feira (8), os policiais efetuaram dois disparos de fuzil e três de pistola calibre .40 contra 'Galego' como reação à ameaça do homem, que estava armado. Os agentes realizaram buscas em Peruíbe com base nas informações do carro usado pelo suspeito. Ao encontrarem o veículo, o motorista fugiu ao notar a presença policial e foi perseguido até a Rua Cuiabá, onde houve confronto durante a tentativa de abordagem. Após constatar que ele tinha soltado a arma, uma pistola calibre .380 com 13 munições, a equipe se aproximou e o levou até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), mas o homem não resistiu.
Legítima defesa, segundo a polícia
Os policiais entregaram as armas usadas, mas não foram detidos em flagrante devido às circunstâncias, que evidenciaram legítima defesa, segundo a Polícia Civil. O delegado argumentou: "Atuaram no estrito cumprimento de um dever legal, ao tentarem realizar a prisão de pessoa portando arma de fogo e com indício de envolvimento em recente ataque que vitimou um Tenente da Polícia Militar, e em legítima defesa, depois de se virem injustamente sob o premente risco de serem atacados por aquele homem".
Investigação em andamento
Conforme descrito no boletim de ocorrência, os policiais encontraram quatro estojos de munição vazios ao lado do carro de 'Galego', que foram apreendidos junto às armas e munições dos agentes envolvidos no confronto. O boletim de ocorrência e os policiais militares afirmaram que 'Galego' é suspeito de participar do atentado contra o irmão de Eloá. Apesar disso, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) confirmou a denúncia contra 'Galego', mas disse que até o momento não há indícios de envolvimento dele no crime. A Polícia Militar reforçou que, durante a abordagem, Galego estava armado e reagiu, o que resultou em confronto. Segundo a investigação, ele mantinha vínculo com Hércules da Costa Siqueira, apontado como principal suspeito do atentado contra o tenente Pimentel. O caso é apurado pela Delegacia Sede de Peruíbe, com acompanhamento da Corregedoria da Polícia Militar, seguindo os protocolos legais previstos para ocorrências desse tipo. O caso foi registrado na Delegacia de Peruíbe como morte decorrente de intervenção policial e porte ilegal de arma de fogo de uso permitido. A Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias da ocorrência, com acompanhamento da Polícia Militar.
Outros suspeitos mortos
Entre os dias 29 de junho e 2 de julho, três homens morreram em ações da tropa de elite da Polícia Militar, a Rota, na capital paulista e no litoral, após denúncias que os relacionavam ao ataque contra o tenente. A primeira morte ocorreu na madrugada de 29 de junho. Uma equipe do 1º Batalhão de Polícia de Choque da Rota recebeu uma denúncia de que um homem que teria participado do atentado estava nas proximidades da Estrada do Aricanduva, no bairro José Bonifácio, na Zona Leste da capital. Segundo a versão da PM, o suspeito estava armado e houve confronto durante a abordagem. O homem foi baleado e morreu no local. Em nota assinada pelo major PM Veiga, a Rota afirmou que, por causa do confronto, a denúncia não chegou a ser averiguada e que, até o momento, não há elementos que relacionem o homem morto aos autores da tentativa de homicídio contra o tenente. Na manhã de quarta-feira (1º), outra denúncia sobre um suposto envolvido no atentado levou equipes da PM até a região de Guaianases, também na Zona Leste. De acordo com a corporação, houve confronto, e o suspeito foi baleado. Ele chegou a ser encaminhado para um hospital da região, mas não resistiu aos ferimentos. Apesar de a ação ter sido motivada por uma denúncia relacionada ao atentado, a SSP informou que "não atribui ao homem morto nesta quarta-feira (1º) a condição de suspeito da tentativa de homicídio contra o Tenente Pimentel". A pasta acrescentou que o caso foi registrado como morte decorrente de intervenção policial e segue sob investigação.
Atentado ao Tenente Pimentel
O tenente Ronickson Pimentel dos Santos foi baleado na cabeça no dia 27 de junho, na Avenida Goiás, em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo. O PM estava à paisana em uma moto, parado no semáforo, quando dois homens se aproximaram e efetuaram os disparos. Em seguida, a dupla fugiu. A vítima foi socorrida e está internada em estado grave. O policial é irmão de Eloá Pimentel, assassinada aos 15 anos pelo ex-namorado Lindemberg Fernandes Alves, em outubro de 2008. O cárcere privado da adolescente durou cerca de 100 horas e foi acompanhado em tempo real por emissoras de televisão, tornando-se um dos casos criminais de maior repercussão do país.



