O cirurgião plástico Tiago Geraldo Woyciechowsky, de 40 anos, tornou-se alvo de investigações da Polícia Civil em Ribeirão Preto (SP) após se envolver em um caso de agressão contra a esposa, uma empresária de 34 anos, com quem mantinha um relacionamento conturbado, segundo advogados do casal. O médico chegou a ser preso após um desentendimento no dia 6 de junho na casa em que vivia com a mulher. De acordo com os registros policiais, a vítima caiu e bateu a cabeça ao ser empurrada pelo suspeito. Ele alegou legítima defesa.
Detalhes das agressões
Segundo o relato da mulher, as agressões ocorreram no sábado, 6 de junho, em dois momentos distintos na residência do casal. Pela manhã, a empresária disse que o marido começou a puxá-la pelos cabelos, o que a levou a se trancar no banheiro e acionar a polícia pela primeira vez, além de pedir medidas protetivas. No entanto, ela retornou à casa para organizar pertences e ir embora, momento em que uma nova discussão se iniciou e resultou em uma briga após a mulher confrontar Tiago sobre uma suposta traição. "Ele me empurrou e eu caí de cabeça no chão da sala. Ele começou a puxar pelas minhas pernas", relatou a vítima.
Ao Samu, ela também disse ter sido esganada antes de ser arremessada ao solo. Tiago, em seu interrogatório, confirmou que empurrou a esposa durante a briga para afastá-la, reconhecendo que ela caiu ao chão em mais de uma oportunidade. Ele alegou que a esposa desferiu tapas em seu rosto antes de ele reagir com os empurrões.
Histórico de violência
Os advogados de ambas as partes indicam que a relação era marcada por ciúmes e episódios de violência. "É um relacionamento que há um tempo já tem um desgaste", afirmou Tyago Barbieri, advogado de Woyciechowsky. Um incidente anterior ocorreu em novembro de 2025, quando a empresária feriu Tiago com um copo quebrado, fazendo o médico passar sete dias em uma UTI, segundo o advogado dele. Isso foi citado pelo juiz na audiência de custódia. "O próprio juiz foi sensato ao entender que o casal não teria condições de coabitar no mesmo teto, porque ali tinha um histórico de agressões", disse Barbieri.
Estado da vítima
Após a intervenção da Guarda Civil Metropolitana (GCM), a empresária foi levada pelo Samu ao Hospital Ribeirânia com quadro clínico estável, mas apresentando sonolência e dificuldade para narrar os fatos. Ela foi submetida a uma tomografia, que descartou lesões cerebrais graves, embora apresentasse escoriações e hematomas. No momento do registro policial, ela permanecia sob efeito de medicação. Após receber alta, foi transferida para uma clínica psiquiátrica, segundo seu advogado, Bruno Rafael. Ele não especificou se isso ocorreu por questões resultantes da agressão ou por outros motivos. A empresária manifestou o desejo de deixar Ribeirão Preto e se mudar para o sul, onde mora sua família.
Situação do suspeito
Tiago foi preso em flagrante no sábado e teve a prisão convertida em preventiva após a audiência de custódia no domingo. No entanto, a defesa conseguiu a liberdade provisória na segunda-feira, alegando que o cirurgião tem bons antecedentes e residência fixa. O médico deixou o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Ribeirão Preto para responder ao processo em liberdade.
O advogado Tyago Barbieri alega legítima defesa do cirurgião e que as agressões foram recíprocas. Ele sustenta que Tiago usou da força para conter o avanço da esposa. Barbieri argumenta que o médico é uma pessoa tranquila e que o conflito foi provocado pelo ciúme infundado da esposa. A defesa trabalha para que o caso seja tratado como lesão corporal comum. "Ele tentou se defender. Óbvio que nada justifica uma agressão contra a mulher, mas até então começou sim uma discussão acalorada por motivo de ciúmes por parte dela", disse.



