Caso José Arthur: bebê desaparecido há 4 meses e família vive angústia
Caso José Arthur: bebê desaparecido há 4 meses

O desaparecimento do bebê José Arthur Sousa Barros, de 1 ano e 7 meses, completa quatro meses neste domingo (26) sem solução. A Polícia Civil informou que as investigações continuam pela Delegacia de Eldorado dos Carajás, no sudeste do Pará. A mãe, Geiciara Souza Gonçalves, publicou uma carta aberta nas redes sociais em junho, fazendo um apelo emocionado pelo retorno do filho.

Apelo da mãe e a dor da ausência

No texto da carta, Geiciara escreveu: “Volta, filho”. Ela descreveu a dor da ausência: “A saudade é uma faca que corta todo dia. Mas eu levanto essa faca em forma de oração”. Em entrevista, a mãe relatou que as memórias do filho estão por toda parte. “Na hora de dormir que é o mais dolorido, porque ele sempre dormia junto comigo”, desabafou.

Suspensão das prisões e suspeitos soltos

Ainda em junho, dois homens suspeitos de envolvimento no desaparecimento foram colocados em liberdade. De acordo com a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), Roserlândio Castro de Almeida e Evandro Firmino da Silva deixaram a custódia após o término do prazo da prisão temporária. Os dois haviam sido presos no dia 10 de abril, durante uma operação conjunta da Superintendência Regional de Carajás, da Delegacia de Eldorado e da Delegacia de Pessoas Desaparecidas, vinculada à Divisão de Homicídios da capital paraense. As prisões ocorreram na Vila Peruana e no bairro Bom Jardim. Segundo as investigações, os homens eram amigos da família e frequentavam a casa onde a criança teria desaparecido.

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O dia do desaparecimento

O bebê José Arthur Sousa Barros desapareceu na noite do dia 26 de março, enquanto brincava com os primos na área externa da residência em que morava, na zona rural de Eldorado do Carajás. A cidade fica a 650 km de Belém. Desde então, buscas foram feitas com bombeiros, moradores da região, cães farejadores, drones e mergulhadores, mas nenhum vestígio da criança foi encontrado. A região é marcada por vegetação, rio e a passagem de uma rodovia federal.

Andamento das investigações

A Polícia Civil informou que as investigações seguem em andamento. Mais de 25 pessoas foram ouvidas ao longo do inquérito, além de celulares apreendidos. Dois suspeitos chegaram a ser detidos, mas foram soltos por término do prazo da prisão temporária. O caso está sob sigilo. Informações que possam contribuir com as investigações devem ser repassadas de forma anônima pelo disque denúncia (181).

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