Casal suspeito de matar empresário em Imperatriz é transferido para o Maranhão
Casal suspeito de matar empresário transferido ao MA

O casal suspeito de matar o empresário Laércio Miller, no início de junho, em Imperatriz (MA), foi transferido para o Maranhão. Tiago Monteiro e Yala Kananda Alves estavam presos no Ceará e optaram por não responder às perguntas da Polícia Civil do Maranhão (PC-MA).

Prisão e depoimentos

Segundo a polícia, Tiago e seu filho Gabriel Monteiro estão presos na Unidade Prisional de Ressocialização de Imperatriz. Gabriel prestou depoimento, informou sua participação no crime e entregou o celular à polícia. Já Yala Kananda está custodiada no Presídio Feminino de Carolina, a 860 km de São Luís.

De acordo com o delegado Josenildo Ferreira, o depoimento de Gabriel contém informações que indicam que o crime ocorreu dentro da residência. No entanto, segundo o delegado, o jovem também admite uma participação maior na ocultação do cadáver, alegando ter sido constrangido pelo pai.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Perfil dos suspeitos

Ainda conforme a Polícia Civil, Gabriel tem 20 anos e não possuía passagens pela polícia. Já Tiago é apontado pelas investigações como o autor dos disparos que mataram Laércio.

A Polícia Civil começou a receber os laudos da perícia oficial para definir a participação de cada suspeito nos crimes de homicídio e ocultação de cadáver. A conclusão das análises permitirá o encaminhamento do inquérito à Justiça.

O crime

Laércio Miller era empresário do ramo de peças para caminhões em Imperatriz. Ele foi assassinado dentro de uma casa no bairro Parque Anhanguera, para onde havia ido sozinho após uma festa, no dia 5 de junho. O corpo da vítima foi encontrado seis dias depois, esquartejado, dentro de um tambor e com vestígios de ácido, próximo ao Porto Seco, em Davinópolis.

A família informou que, no último contato com Laércio, ele não demonstrava mudanças de comportamento que indicassem perigo. Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que ele chega à residência às 3h38. Segundo a polícia, pelo menos sete pessoas estavam na casa na ocasião. Dois homens relataram que deixaram o local por volta das 6h, enquanto outras duas mulheres saíram logo depois. Todos afirmaram que o empresário permaneceu na residência.

A investigação aponta que Laércio permaneceu no imóvel com três pessoas: Thiago Guilherme (dono da casa), a namorada Yala Kananda e o filho Gabriel Pereira Monteiro.

Prisão no Ceará

O casal foi preso na noite de 11 de junho, em Tianguá (CE), após um trabalho de levantamento e compartilhamento de informações realizado por equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) nos estados do Maranhão, Piauí e Ceará. As diligências tiveram início após pedido de apoio formulado pela Polícia Federal, que acompanhava o caso juntamente com a Polícia Civil do Maranhão.

Segundo a PRF, Thiago Guilherme e Yala Kananda estavam em um carro abordado por volta das 23h30, no quilômetro 313 da BR-222, em Tianguá. "A partir das informações compartilhadas entre as instituições, equipes da PRF passaram a atuar no levantamento de informações relacionadas ao deslocamento dos investigados, que eram alvos de mandados de prisão temporária expedidos pela Justiça maranhense", disse a PRF.

Os levantamentos indicavam que os investigados haviam deixado São Luís e seguiam pela região Nordeste. Durante esse período, os foragidos chegaram a tentar se apresentar às autoridades por chamada de vídeo, medida não aceita pelo delegado responsável, que determinou a continuidade das buscas.

Ao serem abordados, Thiago Guilherme e Yala Kananda disseram aos agentes que haviam se conhecido recentemente e viajavam de férias, saindo de Parnaíba (PI) com destino a João Pessoa (PB). "O condutor ainda alegou não portar documento de identificação pessoal. No entanto, após os procedimentos de verificação, os policiais confirmaram as identidades dos ocupantes como sendo Tiago Guilherme Alves Monteiro, de 43 anos, e Yala Kananda Costa Alves, de 29 anos", informou a PRF.

Após a prisão, os dois foram encaminhados à Delegacia Regional da Polícia Civil em Tianguá, onde foram adotados os procedimentos legais.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar