Casal preso por morte de bebê com excesso de calmante em MG
Casal preso por morte de bebê com calmante em MG

A Polícia Civil de Lagoa Santa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, prendeu nesta terça-feira (2) um casal investigado pela morte do próprio filho recém-nascido e pela ocultação do cadáver. Os suspeitos foram localizados em uma pousada na cidade, onde estavam escondidos.

Confissão do crime

De acordo com a Polícia Civil, durante as investigações, o homem e a mulher confessaram que a morte ocorreu no fim de novembro de 2025, em Ipatinga, no Vale do Aço. Segundo os depoimentos, eles administraram ao bebê uma quantidade excessiva de medicamento calmante com o objetivo de fazê-lo dormir. Ao perceberem que a criança havia morrido, decidiram ocultar o corpo, que foi lançado em um rio da cidade.

Investigação e contradições

A investigação teve início após a polícia identificar contradições nas versões apresentadas pelo casal sobre o paradeiro da criança. Diante das inconsistências, foi instaurado um inquérito policial para apurar o caso. Durante as diligências, os investigadores reuniram elementos que apontavam para a prática de um crime contra a vida, o que levou ao pedido de prisão preventiva dos suspeitos.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Desaparecimento do bebê

O desaparecimento do bebê passou a ser investigado após pessoas próximas à mãe procurarem a Polícia Militar em 27 de maio. Elas relataram ter recebido mensagens da mulher informando que o filho havia morrido. Ao ser questionada, a mãe apresentou versões diferentes sobre o que teria acontecido com a criança. Em uma delas, afirmou que o bebê teria sido morto após uma agressão. Em outra, disse que o companheiro teria agredido o menino.

Quando os policiais foram até a residência do casal, em Lagoa Santa, encontraram o imóvel em condições precárias e ouviram novas versões contraditórias dos pais. O homem afirmou, inicialmente, que o bebê havia morrido após receber uma dose excessiva de clonazepam e que o corpo teria sido descartado por uma mulher conhecida da família. Na ocasião, a criança não foi localizada e o casal foi levado para prestar depoimento, mas acabou liberado por não haver situação de flagrante.

Próximos passos

Segundo a Polícia Civil, as investigações continuam para esclarecer todas as circunstâncias da morte, localizar os restos mortais da vítima, verificar se houve participação de outras pessoas e concluir a responsabilização criminal dos envolvidos. Com o avanço das investigações e a coleta de novos elementos, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva dos suspeitos, que foi deferida pela Justiça.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar