As chuvas intensas em Santa Catarina deixaram um cachorro preso em uma ponte de madeira durante um alagamento em Urubici, na Serra. O pavor no rosto da esposa, que viu o cão primeiro, fez o engenheiro agrônomo Thomás Martins pegar a motosserra para tentar tirar o animal da estrutura. Com a ajuda de outro homem que passava pelo local e segurou o cachorro, o casal retirou o animal em segurança e encontrou o tutor. "Me senti na obrigação de fazer algo", contou o engenheiro ao g1.
O resgate de Tobi
A situação ocorreu na tarde de quarta-feira (1º) na localidade conhecida como Baiano. Após a cidade registrar mais de 53 milímetros de chuva em menos de 12 horas, o Rio Urubici subiu e transbordou. O cachorro ficou preso entre duas tábuas, ficando apenas com a cabeça e uma das patas para fora. "A pressão da água o prendeu na ponte. Não entendemos como foi parar ali", resumiu o engenheiro.
Ao ser avisado pela esposa sobre a situação, foi até o local, a cerca de um quilômetro da residência do casal, e voltou para buscar a motosserra. Thomás completa que logo foi ajudado pelo outro rapaz sensibilizado com a situação do cão. "Ele segurou o cachorro porque, bem, a lâmina [da motosserra] acabou passando muito próximo do cachorro. Eu estava com medo até de poder machucá-lo, de ele fazer um movimento mais brusco. Ele segurou o cachorro, a gente conseguiu tirar", contou Martins.
Filmagem e consequências
A esposa fez a filmagem, como prova de que a ponte precisou ser cortada para a retirada do cão. Depois do resgate, o cachorro mesmo correu para a própria casa, a cerca de 100 metros da ponte. Somente nesta quinta-feira (2), o casal ficou sabendo quem era o responsável do cão. "O tutor dele nos agradeceu bastante", resumiu Martins. Ele também descobriu o nome do cachorro: Tobi.
A ponte onde o cão estava preso é importante para a localidade. Até 15h30 desta quinta, ainda chovia na região e não dava para passar pela estrutura, que é a principal porta de entrada para a área. Apesar do perigo, conta o que pensou na hora de tomar a decisão do risco de salvar o cão. "A medida que foi levada em consideração é que você tem que agir", resumiu. "No momento, só me senti quase que na obrigação de fazer alguma coisa. Eu vim, peguei uma motosserra e cortei. Não fiz uma avaliação talvez mais criteriosa, mas o intuito foi tentar tirar ele dali".



