Cachorro morre após tiro na mandíbula em Timon; ex-policial é suspeito
Cachorro morre após tiro na mandíbula em Timon

Um cachorro chamado Bob morreu após ter a mandíbula fraturada e a língua dilacerada por um disparo de arma de fogo na zona rural de Timon, no Maranhão. O tiro ocorreu no dia 15 de julho e causou lesões tão graves que veterinários recomendaram a eutanásia diante das poucas chances de recuperação. O tutor, Ageu Alves de Carvalho, estudante de Medicina Veterinária, afirma que o tiro foi efetuado por um ex-policial militar. O caso é investigado pelas Polícias Civis do Piauí e do Maranhão.

O disparo e o sofrimento do animal

Segundo o tutor, moradores da região ouviram um tiro e, logo depois, os sons do cachorro gritando. Após o disparo, Bob desapareceu e só retornou para casa no dia seguinte, quando a família percebeu que ele estava gravemente ferido. Ageu levou o animal para atendimento veterinário em Teresina e registrou ocorrência no 2º Distrito Policial de Timon. O tutor relata ainda que um veículo ligado ao suspeito teria passado pela residência pouco depois do disparo.

Lesões impediram recuperação

A avaliação veterinária identificou danos extensos: o tiro atingiu a mandíbula, provocou fraturas em ambos os lados do osso, dilacerou a língua e comprometeu o palato e outros tecidos da cavidade oral. O projétil ficou alojado na região maxilomandibular. Além dos traumas físicos, Bob apresentava anemia, baixa contagem de plaquetas e aumento de células de defesa no sangue, além de sinais de dor intensa.

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“Quebrou a mandíbula dos dois lados e lacerou a língua. O projétil ficou alojado na região da mandíbula. Quando fui ao ortopedista, ele explicou que seria uma cirurgia extremamente complexa e que o prognóstico era reservado a ruim”, contou Ageu. O relatório veterinário classificou o caso como um trauma de alta energia, com danos severos nas estruturas ósseas e tecidos.

Eutanásia humanitária

A equipe veterinária avaliou que as alternativas de tratamento envolveriam procedimentos complexos, longo período de recuperação e sem garantia de recuperação funcional. Após discutir o quadro com o tutor, os profissionais recomendaram a eutanásia humanitária. “Acabou sendo optado pela eutanásia para preservar o bem-estar dele e evitar mais sofrimento”, afirmou Ageu. Antes do procedimento, o tutor solicitou que o corpo fosse encaminhado para análise pericial. A família aguarda o resultado do exame, que deve contribuir para a investigação.

Histórico de maus-tratos

Ageu afirma que este não foi o primeiro episódio envolvendo Bob. O cachorro já havia sido atingido por um disparo no ano passado, mas o ferimento foi superficial e o tratamento foi feito em casa. Uma moradora da região, que não quis se identificar, disse que o homem apontado como suspeito já esteve relacionado a outros casos de maus-tratos contra animais. “Ele maltratava os meus bichos. Uma vez matou cinco frangos meus e chegou a deixar uma galinha espetada na cerca. As cachorras pariam e, segundo os moradores, ele colocava os filhotes em sacos e jogava no riacho”, relatou.

A Polícia Civil informou que o caso está sendo investigado por meio de um inquérito instaurado no 2º Distrito Policial de Timon.

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