Bebê de 3 meses é resgatado pela PM após ser feito refém pelo pai em Guarujá
Bebê de 3 meses é resgatado pela PM após ser feito refém pelo pai

Na última quinta-feira (11), um bebê de apenas três meses foi libertado pela Polícia Militar após ser mantido refém pelo próprio pai, Elias dos Santos Andrade da Silva, de 29 anos, em Guarujá, no litoral de São Paulo. O homem foi preso em flagrante depois de agredir a ex-companheira, de 24 anos, e manter o filho em cárcere privado no bairro Morrinhos III.

Detalhes do crime

De acordo com informações apuradas pelo g1, Elias confessou ter atacado a mulher após uma discussão. Segundo a Polícia Militar, ele também ameaçou o bebê com uma faca e um caco de vidro. Felizmente, o menino foi resgatado sem ferimentos.

Relato da vítima

No boletim de ocorrência, a mulher contou que o episódio começou quando ela chamou o ex-companheiro para acompanhá-la a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), pois o filho do casal estava passando mal. Ao chegar em casa, os dois discutiram, e Elias a agrediu com socos e chutes. A vítima conseguiu fugir durante um momento de distração do agressor e pediu ajuda a pessoas que passavam pelo local. Nesse instante, Elias pegou o bebê e se armou com uma faca.

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Confissão do suspeito

Em depoimento à Polícia Civil, o suspeito admitiu as agressões. Segundo o boletim de ocorrência, Elias declarou que chutou a ex-companheira e acrescentou que "começou a bater mesmo nela" após os dois discutirem sobre a relação e a saúde do filho. Ele também confirmou que estava com uma faca quando os policiais chegaram.

Resgate do bebê

Com a chegada da PM, o suspeito ameaçou matar o bebê caso os agentes se aproximassem. O boletim de ocorrência aponta que, durante a negociação, o homem demonstrou descontrole emocional. Após cerca de uma hora e meia de negociação, ele se rendeu e entregou a criança aos policiais. Duas facas e um caco de vidro foram apreendidos no local.

Medidas protetivas

A vítima solicitou medidas protetivas de urgência. O caso foi registrado como sequestro e cárcere privado, violência doméstica e lesão corporal praticada contra a mulher na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Guarujá.

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