Avô de bebê preso em capô de carro relata trauma familiar seis meses após acidente
Avô de bebê preso em capô relata trauma familiar

O avô do bebê de um ano que ficou preso no capô de um carro após um atropelamento em Campina Grande, no Agreste da Paraíba, revelou que a família ainda não se recuperou psicologicamente do acidente, mesmo seis meses depois. Em entrevista, Roberto Oliveira, empresário, afirmou que a avó da criança, que a carregava ao atravessar a faixa de pedestres, e a mãe do bebê estão em acompanhamento psicológico. Ambas apresentaram sintomas como crises de pânico, caracterizando Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT).

Impacto psicológico na família

Roberto apresentou um laudo neuropsicológico que detalha os sintomas das duas mulheres. Entre eles estão medo intenso e persistente, ansiedade elevada com sensação constante de ameaça, crises de pânico com taquicardia, sudorese, falta de ar, tremores, tontura e sensação iminente de morte. Além disso, há revivescência frequente do trauma, com flashbacks e lembranças intrusivas, pesadelos recorrentes relacionados ao acidente e evitação de situações que remetam ao evento, como atravessar ruas ou permanecer perto de vias movimentadas.

"Só aquela lembrança ruim do que aconteceu, que o neném poderia ter morrido, minha filha não ficou mais a mesma, tem pânico, não gosta de sair na rua a pé, ficou um negócio muito triste", disse o empresário.

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Pedido de justiça

O avô também expressou revolta e pediu que a motorista não fique impune. "O que mais me revolta, e o que mais eu peço justiça é que não fique impune, que sirva de exemplo. O que ela fez foi muito grave e os vídeos mostram a gravidade e a dinâmica do acidente. Demorou muito para conseguir esses vídeos, deu muito trabalho. Então a gente pede justiça, que não fique impune", afirmou.

O g1 não conseguiu localizar a defesa da motorista até a última atualização desta reportagem.

Saúde do bebê

Sobre a saúde da criança, Roberto disse que, por ser muito nova e ainda não ter completado dois anos, não houve grandes repercussões. A motorista foi liberada em audiência de custódia ainda em dezembro de 2025, após pagar fiança, e responde a processo na Justiça da Paraíba.

Detalhes do acidente

Imagens mostram três pessoas atravessando uma faixa de pedestres com sinal fechado quando um veículo ultrapassou o sinal e atropelou a família. Um homem e duas mulheres, uma delas grávida, foram atingidos, assim como o bebê. A criança ficou sobre o capô do carro, que continuou por alguns metros até parar. O caso ocorreu em dezembro de 2025. Na época, a motorista admitiu ter ingerido bebida alcoólica. A Polícia Civil confirmou que ela foi presa em flagrante, um inquérito foi aberto e a suspeita responde a processo na Justiça da Paraíba.

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