Ataque a tiros em escola nas Filipinas deixa mortos e feridos
Ataque a tiros em escola nas Filipinas deixa mortos

Um ataque a tiros em uma escola na cidade de Marawi, no sul das Filipinas, deixou ao menos cinco mortos e 12 feridos na manhã desta terça-feira (22). O suspeito, identificado como um ex-aluno da instituição, foi preso pela polícia local.

Detalhes do ataque

De acordo com as autoridades, o atirador invadiu a escola por volta das 7h30, horário local, e começou a disparar contra alunos e funcionários. A maioria das vítimas era de estudantes do ensino médio. O ataque durou cerca de 15 minutos até que a polícia chegasse ao local e detivesse o suspeito.

O chefe da polícia de Marawi, coronel Allan Nobleza, confirmou que o suspeito, de 23 anos, havia sido expulso da escola no ano passado por envolvimento em brigas. “Ele agiu sozinho, usando uma pistola calibre 9mm”, disse Nobleza em entrevista coletiva.

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Número de vítimas

O balanço oficial aponta cinco mortos: três estudantes e dois funcionários. Entre os 12 feridos, três estão em estado grave e foram transferidos para hospitais da região. A polícia não descarta que o número de vítimas possa aumentar.

Testemunhas relataram cenas de pânico. “Ouvi os tiros e todo mundo começou a correr. Foi horrível”, disse uma aluna que preferiu não se identificar. A escola foi evacuada e as aulas suspensas por tempo indeterminado.

Contexto de violência

As Filipinas têm registrado um aumento de ataques a tiros em escolas nos últimos anos. Em 2024, um ataque similar em uma universidade em Manila deixou 10 mortos. Especialistas apontam a facilidade de acesso a armas como um dos fatores para a violência.

O presidente filipino, Ferdinand Marcos Jr., expressou condolências às famílias das vítimas e prometeu reforçar a segurança nas escolas. “Estamos profundamente entristecidos por este ato de violência sem sentido. Tomaremos medidas para garantir que nossas escolas sejam seguras”, afirmou em nota oficial.

Investigação em andamento

A polícia investiga a motivação do ataque. O suspeito, que não teve o nome divulgado, está sob custódia e deve responder por homicídio e tentativa de homicídio. As autoridades também buscam saber se ele agiu com a ajuda de terceiros.

O ataque ocorre em meio a um debate sobre o controle de armas no país. Grupos de direitos humanos pedem leis mais rígidas, enquanto setores conservadores defendem o direito ao porte de armas.

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