Em Palmas, no Tocantins, o suspeito de assassinar a ex-mulher, Morgana Vieira Monteiro, de 45 anos, morreu durante um confronto com a Polícia Militar. Segundo o comandante do 1º Batalhão da PM, coronel Gustavo Bolentini, Lelito Tavares Barbosa pulou o muro da residência da vítima na quadra 1.503 Sul, na noite de segunda-feira (27), e a atacou rapidamente, impedindo que ela acionasse a polícia, apesar de possuir uma medida protetiva contra ele.
Detalhes do crime e da perseguição
Testemunhas relataram à TV Anhanguera que Morgana tentou se proteger trancando-se no banheiro, mas foi alcançada pelo ex-marido. Vizinhos perceberam a movimentação e acionaram a PM. Após o crime, Lelito fugiu para uma área de mata na mesma quadra. As equipes do Batalhão de Choque (BPChoque), do Grupamento de Operações com Cães (GOC) e do Batalhão de Operações Especiais (Bope) realizaram o cerco. Um cão farejador localizou o suspeito cerca de três a quatro horas depois. Segundo o coronel Bolentini, o suspeito efetuou disparos contra o cão e depois contra os policiais, que revidaram. Lelito foi atingido, o socorro foi acionado, mas ele morreu no local. A PM informou que ele estava armado com uma pistola.
Medida protetiva e orientações
O comandante confirmou que Morgana possuía medida protetiva, mas não teve tempo de pedir ajuda. Ele destacou a escalada da violência doméstica: “Começa com xingamentos, ameaças, quebra de objetos e vai evoluindo. A orientação é denunciar desde a primeira agressão e buscar a medida protetiva.” A PM mantém a Equipe Maria da Penha 24 horas para acompanhamento de mulheres protegidas, mas neste caso a vítima não conseguiu acionar a polícia.
Perfil da vítima e procedimentos
Morgana Vieira Monteiro era servidora da Prefeitura de Porto Nacional e enfermeira na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município. Deixa duas filhas. A Prefeitura de Porto Nacional lamentou a morte, destacando “legado de dedicação, competência, humanidade e compromisso com a saúde”. O Conselho Regional de Enfermagem do Tocantins (Coren-TO) repudiou a violência contra a mulher. Os policiais envolvidos se apresentaram à Polícia Civil, e as armas serão periciadas conforme protocolo. O velório será às 10h, na Feira Municipal Moacir Sotero, em Tocantínia.



