Amigas que tiravam fotos em ciclofaixa são investigadas por morte de ciclista
Amigas investigadas por morte de ciclista em ciclofaixa

Duas amigas que pararam em uma ciclofaixa para tirar fotos são investigadas por homicídio culposo após um ciclista colidir com elas e morrer. O acidente ocorreu na quinta-feira (4), na Avenida Brasil Oeste, no bairro Boqueirão, em Passo Fundo, no Norte do Rio Grande do Sul. A vítima, Cleocir Jorge dos Santos, de 54 anos, era motorista de aplicativo e serralheiro, e deixa esposa e dois filhos, de 33 e 15 anos.

Detalhes do acidente

Imagens de câmeras de segurança mostram Cleocir trafegando na ciclofaixa quando se desequilibrou ao bater nas duas pedestres. Com o impacto, ele caiu na pista de rolamento e foi atropelado por um carro. As mulheres, moradoras de Carazinho, cidade vizinha, teriam ido ao local para fotografar para redes sociais. Elas não tiveram as identidades reveladas e devem prestar depoimento nesta semana.

Investigação policial

A Polícia Civil investiga o caso por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. A delegada Daniela Mineto afirma que a conduta das pedestres foi inadequada e causou a queda da vítima. “Nós arrecadamos algumas imagens que mostram um pouco antes do acidente, onde as duas pedestres que estavam no local agem numa conduta onde nós entendemos que elas provavelmente tenham sido as responsáveis pela morte desse ciclista”, declarou.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Reação da família

Amigos e familiares contam que Cleocir mantinha uma rotina ativa e usava a bicicleta frequentemente para cuidar da saúde. O sobrinho Rafael Iarchescki relata que o homem costumava comentar sobre situações de risco no trânsito. “Ele sempre comentou que tinha problemas com pedestres na ciclovia. Um dia quase caiu, no outro quase atropelou. Era uma constante”, afirmou. O corpo foi velado na sexta-feira (5), e a família precisou organizar uma vaquinha para arcar com os custos do funeral.

Regras de uso da ciclofaixa

Passo Fundo possui mais de 37 quilômetros de malha cicloviária. Em trechos mais antigos, a divisão entre ciclistas e pedestres nem sempre é clara. O secretário municipal de Segurança Pública, Tadeu Trindade, reforça as regras: “Hoje temos ciclofaixas que são exclusivas para ciclistas, não pode ter pedestre ali. Nesses casos onde não tem caminhódromo, o pedestre precisa usar o passeio público”.

Um grupo de ciclistas distribuiu folhetos com orientações sobre trânsito em homenagem a Cleocir, buscando conscientizar a população sobre o uso correto dos espaços.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar