Amapá registra 6 feminicídios em 8 meses; suspeitos são companheiros
Amapá: 6 feminicídios em 8 meses; suspeitos são companheiros

O Amapá enfrenta uma onda de violência contra a mulher em 2026, com seis feminicídios registrados em menos de oito meses. Os crimes ocorreram em diferentes municípios, como Macapá, Santana e Oiapoque, e revelam um padrão alarmante: quase todos os suspeitos são companheiros ou ex-companheiros das vítimas, motivados por ciúmes, rejeição ou conflitos domésticos.

Casos recentes chocam o estado

O caso mais recente ocorreu em 1º de agosto, quando Emily Darck Vanzeler Canela, de 22 anos, foi morta a tiros em Santana. O companheiro dela foi preso e é o principal suspeito. Em 6 de julho, Silvia Cristina Costa Dias, de 54 anos, foi morta a facadas em Oiapoque; o suspeito, de 51 anos, confessou o crime e foi preso em flagrante.

Em março, outros quatro feminicídios foram registrados. Ana Paula Viana Rodrigues, de 19 anos, foi estrangulada em uma loja em Santana, em 9 de março; o suspeito foi preso. Márcia Dias, de 40 anos, foi morta a facadas em Macapá, em 15 de março, com o companheiro preso em flagrante. Juciele de Souza Moraes, de 35 anos, foi morta a facadas em frente ao Fórum de Santana, em 18 de março, e o ex-marido foi preso. Camila Cardoso dos Santos, de 37 anos, foi morta a facadas e pauladas na Ilha de Santana, em 22 de março; o agressor morreu em confronto com a Polícia Militar.

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Padrão comum nos crimes

Os casos apresentam características semelhantes. Autores conhecidos: em quase todos, os suspeitos eram companheiros ou ex-companheiros. Motivação ligada a ciúmes ou rejeição: os crimes ocorreram após conflitos pessoais ou recusa de aproximação. Uso de armas brancas ou de fogo: facas e armas de fogo foram os meios mais frequentes. Execução em locais públicos ou próximos de casa: bares, ruas, lojas e até em frente ao Fórum. Prisão em flagrante: a maioria dos suspeitos foi detida rapidamente, muitas vezes após confissão ou identificação por testemunhas ou câmeras.

Segundo a procuradora que analisa o crescimento no número de feminicídios no Brasil, a situação exige atenção das autoridades. "Precisamos de políticas públicas efetivas para prevenir esses crimes e proteger as mulheres", afirmou.

Impacto e medidas necessárias

A violência contra a mulher no Amapá reflete uma tendência nacional. Dados mostram que o Brasil registra um feminicídio a cada poucas horas, e o Amapá não está imune. Especialistas apontam a necessidade de fortalecer a rede de proteção, com delegacias especializadas, casas-abrigo e campanhas de conscientização.

As autoridades locais reforçam a importância de denunciar. O Ligue 180 é o canal oficial para relatar casos de violência doméstica. "A denúncia pode salvar vidas", destacou um delegado envolvido nas investigações.

O que falta esclarecer

Ainda há investigações em andamento. Alguns casos, como o da jovem encontrada morta dentro de um carro, geram dúvidas sobre as circunstâncias. A polícia trabalha para esclarecer todos os detalhes e garantir que os responsáveis sejam punidos.

Enquanto isso, a sociedade civil cobra ações concretas. Movimentos de mulheres organizam manifestações e pedem justiça. "Não vamos nos calar diante dessa onda de violência", disse uma ativista local.

O g1 Amapá continua acompanhando os desdobramentos e trazendo informações em tempo real. Assista aos vídeos e veja o plantão de últimas notícias.

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