Al-Qaeda: líder de esquema de lavagem no Rio tem ligação com terrorista
Al-Qaeda: ligação com esquema de lavagem no Rio

A Polícia Civil desmantelou um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou mais de R$ 100 milhões para facções criminosas no Rio de Janeiro e em São Paulo. A investigação revelou uma conexão inédita: transações financeiras entre o líder do esquema, Reda Zayoun, e o egípcio Haytham Ahmad Shukri Ahmad Al-Maghrabi, de 40 anos, formalmente classificado pelos Estados Unidos como membro do grupo terrorista Al-Qaeda.

Investigação descobre elo com terrorismo internacional

A descoberta ocorreu durante a Operação que mirava a lavagem de dinheiro para facções como o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC). Os agentes rastrearam movimentações suspeitas e encontraram registros de transferências entre Zayoun e Al-Maghrabi. A Tríplice Fronteira — região onde Brasil, Argentina e Paraguai se encontram — foi apontada como rota de contrabando e lavagem de dinheiro utilizada pelo grupo.

“A ligação com a Al-Qaeda mostra a capilaridade do crime organizado e a necessidade de cooperação internacional”, afirmou o delegado responsável pela investigação, em entrevista coletiva. Os valores exatos transferidos não foram divulgados, mas a polícia afirma que o esquema total lavou mais de R$ 100 milhões.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Esquema envolvia empresas de fachada e criptomoedas

O esquema utilizava empresas de fachada, contas bancárias laranjas e criptomoedas para ocultar a origem do dinheiro. As facções criminosas financiavam a compra de armas e drogas com os recursos lavados. A Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços no Rio de Janeiro e em São Paulo, além de bloquear contas bancárias e ativos digitais.

Haytham Ahmad Shukri Ahmad Al-Maghrabi é conhecido por atuar na Tríplice Fronteira, região historicamente associada ao contrabando e ao financiamento do terrorismo. Ele já havia sido monitorado por agências de inteligência internacionais.

Impacto e próximos passos

O caso reforça a preocupação com a infiltração de grupos terroristas no crime organizado brasileiro. As autoridades agora investigam se Al-Maghrabi atuava como financiador ou facilitador logístico para a Al-Qaeda na América do Sul. A Polícia Civil solicitou cooperação internacional para localizar e prender o egípcio, que está foragido.

“Essa operação é um alerta para a comunidade internacional sobre a atuação de células terroristas na região”, disse o secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro. O inquérito segue em sigilo, mas novas fases da operação não estão descartadas.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar