Três adolescentes, com idades entre 13 e 15 anos, foram apreendidos em Macapá (AP) sob suspeita de envolvimento em atos de violência em uma escola pública. De acordo com a polícia, eles teriam feito ameaças, divulgado conteúdos de ódio e exaltado símbolos ligados ao nazismo. Os jovens devem passar por audiência de custódia nesta quarta-feira (3).
O caso chegou à Polícia Civil do Amapá após monitoramento internacional. Um órgão ligado à embaixada dos Estados Unidos no Brasil identificou atividades suspeitas dos jovens na internet e repassou os dados às autoridades brasileiras.
Operação Termópilas
Na semana anterior, a Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada na Investigação de Atos Infracionais (Deiai), deflagrou a Operação Termópilas. A ação teve como objetivo prevenir a violência e garantir a segurança nas escolas.
Segundo a delegada Daniella Graça, titular da Deiai, os relatórios de inteligência foram enviados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, a partir de informações repassadas pelo Homeland Security Investigations (HSI), órgão da embaixada americana no Brasil.
“Ao recebermos os relatórios, identificamos os adolescentes e pedi quatro mandados de busca e apreensão domiciliar e três de internação provisória. Durante a operação, apreendemos armas de brinquedo e materiais ligados ao extremismo, ódio, violência e apologia ao nazismo”, explicou a delegada.
Os adolescentes foram encaminhados para internação provisória e aguardam decisão da Justiça.
Monitoramento de adolescentes na internet
A delegada reforçou que pais e responsáveis precisam acompanhar de perto as atividades virtuais dos filhos. “Adolescentes e crianças não possuem privacidade no uso de aparelhos eletrônicos e redes sociais. O ambiente virtual é rastreável e tudo fica registrado. É fundamental que as famílias orientem e monitorem seus jovens para evitar que participem de grupos inadequados ou compartilhem conteúdos criminosos”, disse.
Ela destacou ainda que as escolas devem estar atentas a mudanças de comportamento dos alunos, como sinais de isolamento ou atitudes agressivas. “O bullying e o cyberbullying podem gerar mágoas, mas isso não dá direito de agredir ninguém. É preciso que os jovens busquem ajuda de responsáveis ou professores de confiança”, completou.
Os materiais apreendidos, incluindo celulares e conteúdos digitais, serão analisados pela Polícia Civil. O objetivo é identificar se houve influência sobre outros colegas e se os adolescentes participavam de grupos maiores.



