Adolescente suspeito de matar policial civil morre em confronto no Amapá
Adolescente suspeito de matar policial civil morre em confronto

O adolescente de 17 anos, suspeito de participação direta no assassinato do policial civil Manoel Raimundo Leite dos Santos, morreu na noite de domingo (26) em confronto com a polícia no bairro Jardim Marco Zero, Zona Sul de Macapá. Outros dois menores se apresentaram espontaneamente na delegacia. A Polícia Civil também identificou um quarto suspeito, que segue foragido. Todos são adolescentes. A arma do policial, levada no momento do ataque, ainda não foi localizada. A identidade dos envolvidos não foi divulgada, mas foi apurado que eles fazem parte da facção Família Terror do Amapá (FTA).

Detalhes do crime

Manoel, de 62 anos, foi morto a tiros na tarde de domingo (26) em uma área de lazer no bairro Araxá, também na Zona Sul da capital. Ele trabalhava no município de Calçoene e estava de folga com a família quando foi atacado. O policial tinha mais de 30 anos de carreira e deixa esposa, filhos e netos. Os suspeitos atacaram o policial ao perceber que ele portava arma de fogo. "Eles notaram a arma de fogo na sua cintura e planejaram imediatamente a investida contra o policial para obter a arma. Nesse momento, o policial esboça uma reação e aí um dos integrantes com arma de fogo acaba disparando contra o rosto do policial", explica o secretário de Segurança Pública. O agente estava acompanhado do filho, menor de idade, empinando pipa. "Ele estava com o filho dele, menor de idade, empinando pipa e nesse momento, foi surpreendido e acabou recebendo disparo de arma de fogo", disse o secretário.

Investigação e motivação

Segundo a Polícia Civil, o crime que resultou na morte do policial teve participação de quatro adolescentes. Eles são apontados como integrantes da facção Família Terror do Amapá (FTA) e conheciam bem a área onde o ataque aconteceu. De acordo com a investigação, os jovens agiram motivados pelo fator "oportunidade", aproveitando o momento em que o policial estava de folga com a família. "Foi algo eventual, uma questão de oportunidade. Eles viram essa oportunidade e acabaram atacando, o que culminou nessa brutalidade, ceifando a vida do policial", disse o secretário. A polícia descarta a hipótese de que os suspeitos conheciam previamente a rotina do agente antes da ação que terminou em homicídio.

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Ação das forças policiais

Logo após o crime, as forças de segurança do Amapá iniciaram uma operação conjunta para localizar os responsáveis. A ação envolveu diferentes órgãos e foi coordenada para garantir uma resposta rápida. "Desde o momento em que recebemos a informação, a segurança pública se uniu em um propósito único. A primeira equipe a chegar ao local foi a Polícia Militar. A partir daí, iniciamos uma ação conjunta com todos os órgãos de segurança para garantir uma resposta rápida e efetiva", finalizou o secretário. A Polícia Civil continua as investigações para localizar o quarto suspeito e recuperar a arma do policial. O crime gerou comoção na corporação e na comunidade local, que lamenta a perda de um profissional dedicado e de família.

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