A Polícia Civil investiga o assassinato de uma adolescente de 14 anos encontrada com sinais de violência em uma residência em Palhoça, na Grande Florianópolis, Santa Catarina, no domingo (26). O corpo foi descoberto após um homem de 25 anos, com quem a vítima mantinha um relacionamento amoroso, morrer atropelado no dia anterior. Um papel com um endereço escrito foi encontrado no bolso do homem pela funerária responsável pelo seu sepultamento, que acionou a Polícia Militar (PM).
O encontro do papel
O caso teve início no sábado (25), por volta das 18h30, quando o homem de 25 anos foi atropelado no km 214 da BR-101, em Palhoça. Ele empurrava uma bicicleta, que ficou destruída com o impacto. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) atendeu a ocorrência e constatou o óbito no local. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal e posteriormente liberado para a funerária.
Durante os preparativos para o sepultamento, os funcionários da funerária encontraram um papel no bolso da roupa do homem. O bilhete continha um endereço, que despertou a suspeita dos profissionais. Eles decidiram acionar a PM, que se dirigiu ao local indicado.
A descoberta do corpo
No domingo (26), por volta das 11h, os policiais chegaram à residência no bairro Caminho Novo, em Palhoça. Lá, encontraram o corpo da adolescente de 14 anos, já sem vida e com sinais de violência. A polícia não divulgou detalhes sobre as lesões, mas confirmou que a morte teve características violentas.
A PM isolou a área e acionou a Polícia Civil, que assumiu a investigação. O corpo da menina foi removido para o Instituto Médico Legal de Florianópolis, onde passará por exames que devem esclarecer a causa da morte.
As vítimas
As identidades das vítimas não foram oficialmente divulgadas. Conforme a PM, a adolescente nasceu em Santa Catarina. Já a naturalidade do homem de 25 anos não foi informada. A polícia trabalha com a hipótese de que os dois mantinham um relacionamento amoroso, o que motivou a classificação preliminar do crime como feminicídio.
A investigação
A Polícia Civil investiga a morte da adolescente como feminicídio, um crime hediondo previsto na legislação brasileira. Segundo a PM, o homem de 25 anos era o principal suspeito do assassinato, mas sua morte precoce impede qualquer responsabilização penal. Ainda assim, a polícia busca entender as circunstâncias do crime, incluindo a dinâmica do relacionamento e os eventos que levaram à morte da menina.
Em relação ao atropelamento, a PRF informou que está elaborando um laudo pericial de sinistro de trânsito para detalhar as causas do acidente. O documento será encaminhado à Polícia Civil de Palhoça, que poderá abrir uma investigação independente para apurar se a morte do homem foi acidental ou se há indícios de suicídio ou outras circunstâncias.
O atropelamento
De acordo com a PRF, o homem empurrava uma bicicleta pela margem da BR-101 quando foi atingido por um veículo. O motorista envolvido no acidente permaneceu no local e prestou socorro, mas o homem não resistiu aos ferimentos. A bicicleta ficou completamente destruída, conforme imagens divulgadas pela PRF. O laudo pericial deve esclarecer a dinâmica do impacto e eventuais responsabilidades.
A polícia não descarta a possibilidade de que o atropelamento tenha sido uma tentativa de fuga ou um ato desesperado após o crime contra a adolescente, mas essa linha de investigação ainda é preliminar.



