Adolescente atropelado no AC está grave e precisa de doação de sangue
Adolescente atropelado no AC precisa de doação de sangue

O adolescente Felipe Brito Diniz, de 15 anos, permanece internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Pronto-Socorro de Rio Branco, capital do Acre. Ele foi vítima de um atropelamento ocorrido no último sábado (6), na BR-364, entre os municípios de Sena Madureira e Manoel Urbano, no interior do estado.

Detalhes do acidente

Felipe trafegava de bicicleta nas proximidades do km 2 da rodovia quando foi atingido por um veículo que realizava uma ultrapassagem de um caminhão em alta velocidade. De acordo com familiares, o adolescente costumava pedalar na região no fim da tarde. Um motorista que seguia mais atrás registrou o momento exato do impacto, mostrando o carro em alta velocidade colidindo com o jovem que concluía a travessia da rodovia. O condutor do automóvel permaneceu no local e prestou socorro imediato.

Atendimento médico

Após receber os primeiros socorros ainda no local do acidente, Felipe foi encaminhado ao Hospital João Câncio Fernandes, em Sena Madureira. Devido à gravidade dos ferimentos, ele foi transferido para a capital acreana. No domingo (7), passou por uma cirurgia de emergência. O pai do adolescente, Jeferson Diniz, informou ao g1 que Felipe sofreu um traumatismo cranioencefálico grave, necessitando de um procedimento para reduzir a pressão causada pelo inchaço cerebral. “Os médicos precisaram retirar uma parte do crânio para ajudar a desinchar. Agora aguardamos um novo boletim médico, previsto para as 15h desta segunda-feira (8)”, relatou.

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Necessidade de doação de sangue

Jeferson destacou que Felipe perdeu muito sangue durante a cirurgia e precisa urgentemente de doações. A família iniciou uma campanha de doação de sangue, pedindo que voluntários procurem o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Acre (Hemoacre). “A médica disse que estava ocorrendo tudo bem, mas depois surgiram complicações. O que importa agora é a vida do meu filho. Ele é metade da minha vida. Só quero vê-lo bem. Tenho fé”, afirmou. As próximas 48 horas são decisivas para avaliar a resposta do organismo aos medicamentos utilizados para controlar o inchaço cerebral.

Testemunho do pai

Jeferson também elogiou a atuação de um bombeiro que estava no local e prestou os primeiros socorros. “Ele conseguiu retirar o sangue da boca do meu filho, colocá-lo de lado e fazer os primeiros procedimentos de resgate. Isso ajudou muito; se não, ele não teria sobrevivido”, disse. Sobre o acidente, o pai reconheceu que tanto o filho quanto o motorista cometeram imprudências. “Meu filho também estava errado. Mas o motorista estava em excesso de velocidade. Ele ficou no local, mas a velocidade era muito alta”, avaliou.

Morador de Sena Madureira, Jeferson está hospedado em um hotel próximo ao pronto-socorro da capital enquanto aguarda notícias. “Estamos na luta. Não está sendo fácil. É muito complicado ver seu filho, um pedaço de você, nessa situação. É um sofrimento querer notícias, chegar no hospital e ter que esperar o horário do boletim médico. Você não consegue dormir direito nem se alimentar”, concluiu.

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