Acre registra 6.210 violações de direitos a grupos vulneráveis em 2026
Acre tem 6.210 violações de direitos a vulneráveis em 2026

Entre janeiro e junho de 2026, o Acre registrou 6.210 violações de direitos contra grupos vulneráveis, segundo dados do painel da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos. Foram contabilizados 485 protocolos de denúncias e 789 denúncias efetivadas.

Violência contra crianças lidera os números

Os dados mostram que a violência contra criança ou adolescente lidera as estatísticas, com 2.788 violações e 431 denúncias. Em seguida, aparecem violência contra pessoa idosa (1.333 violações e 204 denúncias) e contra pessoa com deficiência (1.151 violações e 162 denúncias).

O estado também registrou 498 violações e 88 denúncias de violência contra a mulher; 316 violações e 66 denúncias de violência contra cidadão, família ou comunidade; 59 violações e 7 denúncias contra população LGBTQIA+; 49 violações e 11 denúncias contra pessoas em restrição de liberdade; e 16 violações e 2 denúncias contra pessoas em situação de rua.

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Meses e cidades com maiores registros

Os meses de maio (188), junho (172) e abril (124) tiveram os maiores números de protocolos de atendimento. Entre as cidades, Rio Branco lidera com 4.442 violações, seguida por Cruzeiro do Sul (369) e Brasiléia (336). Já Manoel Urbano (8), Jordão (8) e Marechal Thaumaturgo (13) apresentaram os menores registros.

Estupro de vulnerável: aumento de 50% em casos infantis

Em mais de dois anos, o Acre registrou 1.534 casos de estupro de vulnerável, conforme relatório da Polícia Civil (PC-AC) com dados de 2024, 2025 e 2026 (até 31 de março). No primeiro trimestre de 2026, foram 27 ocorrências de estupro contra crianças e adolescentes, um aumento de 50% em relação ao mesmo período de 2025 (18 vítimas). Já os casos de estupro de vulnerável totalizaram 123, uma redução de 28,1% ante 2025 (171 casos). A capital acreana lidera entre as cidades com mais casos.

Canais de denúncia

Para denunciar violações de direitos, a população pode acionar: Polícia Militar (190), Samu (192), delegacias especializadas, Disque 100 (denúncia anônima), WhatsApp do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos (61) 99656-5008, Ministério Público, ou videochamada em Libras. Profissionais de saúde devem fazer notificação compulsória em casos de suspeita de violência.

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