Dados do 'Panorama da Violência contra a Mulher no Distrito Federal', divulgados nesta sexta-feira (12) pelo Instituto de Pesquisa e Estatística (IPEDF), revelam que 77% das mulheres entrevistadas já sofreram alguma forma de violência cometida pelo parceiro. O levantamento também aponta que, desde 2015, a capital registrou 242 vítimas de feminicídio, conforme dados do governo local.
Principais resultados da pesquisa
O estudo mostra que 93,5% das vítimas sentem consequências como depressão, ansiedade e estresse. Além disso, 58,3% informaram que seus filhos ou enteados presenciaram a violência. Outro dado alarmante é que 78,5% das entrevistadas conhecem ao menos uma amiga ou familiar que vivenciou violência doméstica.
Os três tipos de violência mais comuns são psicológica, física e sexual. Já as violências moral, psicológica e patrimonial – como controle ao negar acesso a dinheiro – são as menos reconhecidas pelas vítimas.
Dependência financeira como barreira
Atualmente, 21,5% das mulheres entrevistadas sofrem alguma violência, e 15,4% estão casadas ou morando com o agressor. O principal motivo para permanecerem no ciclo de violência é a dependência financeira. Os pesquisadores destacam que, sem alternativas para garantir a própria subsistência ou a dos filhos, muitas mulheres veem o relacionamento abusivo como estratégia de sobrevivência.
Canais de denúncia no DF
A Secretaria de Segurança Pública do DF (SSP) oferece canais de atendimento 24 horas. As denúncias podem ser feitas por telefone (197 ou 190), e-mail (denuncia197@pcdf.df.gov.br), Delegacia Eletrônica ou WhatsApp (61) 98626-1197.
O DF conta com duas delegacias especializadas no atendimento à mulher (Deam): na Asa Sul (EQS 204/205, telefones (61) 3207-6195 e (61) 3207-6212) e em Ceilândia (QNM 2, Conjunto G, Área Especial, telefone (61) 3207-7391). Casos podem ser denunciados em qualquer unidade policial.



