500 detentos passam mal por suspeita de intoxicação alimentar em Mossoró
500 detentos passam mal por intoxicação alimentar em Mossoró

Cerca de 500 detentos de três unidades prisionais de Mossoró, na Região Oeste do Rio Grande do Norte, passaram mal neste fim de semana com sintomas de diarreia e vômito. A suspeita da Secretaria de Administração Penitenciária do RN (Seap) é de intoxicação alimentar. Os casos começaram na sexta-feira (19) e foram registrados na Cadeia Pública de Mossoró e nas alas feminina e masculina do Complexo Penal Mário Negócio.

Investigação e coleta de amostras

A Seap instaurou investigação e a Vigilância Sanitária recolheu amostras das refeições, que foram enviadas ao Laboratório Central do RN (Lacen) para análise. Nenhum preso precisou de internação, segundo a pasta. Os detentos foram atendidos em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) instalada no complexo penitenciário, cuja atenção primária é de responsabilidade do município. Diante da alta demanda, a Secretaria Municipal de Saúde de Mossoró enviou médicos, enfermeiros e técnicos para reforçar a equipe, totalizando 12 equipes deslocadas.

Refeições sob suspeita

As autoridades ainda não sabem qual das refeições – café da manhã, almoço, jantar ou ceia – pode ter provocado o surto. Em Mossoró, são servidas cerca de 4.500 refeições diárias no sistema prisional. Segundo a Seap, os alimentos da refeição são comuns, como arroz, feijão, macarrão, frango, cuscuz e ovo. Um boletim de ocorrência foi registrado.

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Posição da empresa fornecedora

A empresa Líder Refeições, responsável pelo fornecimento das refeições, afirmou em nota que instaurou um procedimento interno para apurar os fatos e que colabora integralmente com os órgãos competentes. A companhia reafirmou “seu compromisso com a qualidade dos serviços prestados, o cumprimento rigoroso das normas sanitárias vigentes e a segurança alimentar”.

Ações da Seap

A Ouvidoria do Sistema Penitenciário enviou representantes para ouvir policiais penais, internos e um fiscal do contrato da empresa fornecedora. O fiscal do contrato vai elaborar um relatório sobre a inspeção, e a Seap informou que adotará as medidas necessárias com base no documento. O pagamento do contrato está em dia e o serviço foi mantido.

As três unidades carcerárias afetadas abrigam aproximadamente 1,5 mil presos, indicando que cerca de um terço da população carcerária local foi afetada pelo surto.

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