A Polícia Civil do Ceará prendeu 16 pessoas nesta quinta-feira (30) em uma operação contra membros do Comando Vermelho, facção criminosa originária do Rio de Janeiro que atua em cidades cearenses. A ação, denominada oitava fase da Operação Impacto, foi coordenada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco).
Detalhes das prisões e apreensões
Das 16 pessoas capturadas, 13 eram alvos de mandados de prisão – três já estavam em unidades prisionais e dez estavam em liberdade. Os outros três foram presos em flagrante durante a operação. As prisões ocorreram nas cidades de Fortaleza, Caucaia, Maracanaú, Aquiraz, São Gonçalo do Amarante e Baturité. Foram apreendidos munições, dinheiro em espécie e veículos.
Alvo com registro de CAC
De acordo com o delegado titular da Draco, Thiago Salgado, um dos alvos possui registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC). “Ele já era alvo da investigação, ou seja, já tínhamos um mandado de prisão em seu desfavor. Por ocasião do cumprimento do mandado de prisão e do mandado de busca, foram encontradas duas armas de fogo. Uma delas, ele tinha o registro, mas se encontrava em endereço diverso do que deveria estar, portanto, ilegal, e outra ele nem o registro tinha”, explicou o delegado. A arma sem registro será periciada para verificar se foi roubada ou pertence a alguma instituição. Além disso, o suspeito portava um distintivo falso da polícia.
Envolvimento de mulheres
Mulheres também foram detidas na operação. Segundo Salgado, “muitas delas com indivíduos, seus respectivos companheiros, já se encontrando presos nas unidades prisionais e outras que foram objeto de busca e, por ocasião do cumprimento de busca, encontramos substâncias entorpecentes e elas acabaram sendo autuadas por tráfico de drogas”.
Crimes e continuidade das investigações
Os presos devem responder por integrar organização criminosa, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas, posse ilegal de arma de fogo e porte ilegal de arma de fogo. A Secretaria da Segurança Pública do Ceará não divulgou os nomes dos detidos e liberou imagens desfocadas para evitar identificação. As investigações continuam para analisar o material apreendido.



