A Rodovia Amaral Peixoto (RJ-106) ganhou mais de 130 radares, e os equipamentos já geram polêmica entre motoristas e autoridades. A instalação dos 133 dispositivos ao longo de 200 quilômetros da via está na mira do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que investiga suspeitas de irregularidades na licitação realizada no ano passado. As multas começam a ser aplicadas ainda este mês.
Proximidade excessiva entre radares
Um dos principais pontos de crítica é a proximidade entre os radares, que em alguns trechos chega a ser de apenas 700 metros. Motoristas reclamam que a alta concentração de equipamentos pode resultar em multas excessivas e até mesmo em riscos de segurança, já que freagens bruscas são comuns próximo aos aparelhos. O Departamento de Estradas de Rodagem do Rio de Janeiro (DER-RJ) defende que a instalação seguiu critérios técnicos rigorosos, baseados em estudos de acidentalidade e fluxo de veículos.
Investigação do Tribunal de Contas
O TCE abriu processo para apurar possíveis irregularidades na licitação que contratou a empresa responsável pelos radares. Entre as suspeitas estão sobrepreço e falta de transparência nos critérios de escolha dos locais de instalação. A corte também analisa se a quantidade de equipamentos é realmente necessária para a segurança viária ou se há intuito de arrecadação com multas.
Moradores e autoridades locais pedem uma revisão dos pontos de instalação, especialmente em áreas consideradas de baixo risco de acidentes. Enquanto isso, os radares permanecem em operação, e os motoristas já se preparam para as possíveis autuações.



