A vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan teve sua aplicação suspensa temporariamente pelo Ministério da Saúde. A medida foi tomada após o registro de 42 casos de eventos adversos, incluindo duas mortes, que estão sendo investigados para esclarecer possível relação com o imunizante.
Virologista defende eficácia da vacina
O virologista Mauricio Lacerda Nogueira, professor da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto e participante dos testes clínicos da vacina, afirmou que o imunizante é seguro e eficaz. "É um bom imunizante e não deixará de ser usado", declarou. Segundo ele, a suspensão é uma medida de precaução necessária para garantir a segurança dos vacinados.
Investigação em andamento
O Ministério da Saúde interrompeu a aplicação da dose, que estava sendo oferecida a profissionais da atenção primária, para investigar a fundo os casos adversos. A pasta reforça que a pausa não significa que a vacina seja insegura, mas sim que é preciso esclarecer os eventos observados.
- Eventos adversos: 42 casos registrados, incluindo duas mortes.
- Público-alvo: Profissionais da atenção primária estavam recebendo a vacina.
- Vacina da Takeda: Continua sendo aplicada em crianças de 10 a 14 anos, sem alterações.
Contexto da vacinação contra dengue
A vacina do Butantan é uma das ferramentas no combate à dengue no Brasil. Enquanto a investigação ocorre, a imunização com o imunizante da Takeda segue normalmente, conforme o calendário do Ministério da Saúde. A expectativa é que, após a análise dos dados, a vacina do Butantan retorne ao programa de vacinação.
O virologista Mauricio Lacerda Nogueira destacou que os benefícios da vacina superam os riscos, especialmente em um país com alta incidência de dengue. "Temos que confiar na ciência e nas autoridades sanitárias. A vacina passou por testes rigorosos e é segura", concluiu.



