Médico desvenda mitos e verdades sobre ultraprocessados menos prejudiciais
Ultraprocessados menos prejudiciais: médico esclarece mitos

O debate sobre os alimentos ultraprocessados tem gerado muitas dúvidas entre os consumidores. Afinal, existem opções menos prejudiciais à saúde? O médico nutrólogo Dr. Carlos Alberto esclarece mitos e verdades sobre o tema, destacando que nem todos os ultraprocessados são iguais.

O que são ultraprocessados?

Os ultraprocessados são formulações industriais feitas tipicamente a partir de substâncias extraídas ou derivadas de alimentos, com adição de corantes, aromatizantes e outros aditivos. Exemplos incluem refrigerantes, salgadinhos de pacote, biscoitos recheados e salsichas.

Existem ultraprocessados menos prejudiciais?

Segundo o médico, sim. Alguns produtos passam por processamento mínimo e podem ser considerados opções intermediárias. Exemplos incluem iogurtes naturais com frutas, pães integrais de padaria e barras de cereais com baixo teor de açúcar. A chave é analisar a lista de ingredientes e o valor nutricional.

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Mitos comuns

  • Mito: Todos os ultraprocessados causam câncer. Verdade: O consumo excessivo está associado a maior risco, mas não há evidência de que todos causem câncer diretamente.
  • Mito: Alimentos orgânicos nunca são ultraprocessados. Verdade: Produtos orgânicos também podem ser ultraprocessados, como biscoitos orgânicos com açúcar e farinha refinada.
  • Mito: Congelados são sempre ruins. Verdade: Legumes congelados sem aditivos são opções saudáveis e práticas.

Como escolher melhor

O especialista recomenda priorizar alimentos in natura ou minimamente processados. Quando optar por ultraprocessados, verifique o rótulo: prefira os com menos ingredientes, baixo teor de sódio, açúcar e gorduras saturadas. Evite aqueles com longas listas de aditivos químicos.

O papel da moderação

Não é preciso eliminar completamente os ultraprocessados, mas sim consumi-los com moderação. Uma alimentação equilibrada permite pequenos deslizes ocasionais sem comprometer a saúde, desde que a base seja composta por alimentos naturais.

Em suma, a ciência avança para entender melhor os impactos dos ultraprocessados, mas a orientação atual é clara: quanto menos processado, melhor. Informar-se e ler rótulos são passos essenciais para fazer escolhas mais conscientes.

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