TDAH: nem toda criança agitada tem o transtorno; saiba quando buscar ajuda
TDAH: nem toda criança agitada tem o transtorno

Nem toda criança agitada ou distraída tem Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Esses comportamentos podem fazer parte do desenvolvimento infantil, mas quando são persistentes e passam a comprometer o desempenho escolar, a convivência social e a rotina da família, merecem uma avaliação especializada.

O que é o TDAH e como diferenciar?

O TDAH é um transtorno do neurodesenvolvimento caracterizado por desatenção, hiperatividade e impulsividade em níveis inadequados para a idade. A diferença crucial entre um comportamento normal e o transtorno é a persistência e o impacto negativo em múltiplos contextos (escola, casa, atividades sociais). Enquanto crianças sem TDAH podem se distrair em certas situações, aquelas com o transtorno apresentam dificuldades consistentes para manter o foco, controlar impulsos e permanecer quietas, afetando seu aprendizado e relacionamentos.

Diagnóstico é clínico e multiprofissional

O diagnóstico é clínico e envolve uma avaliação cuidadosa, considerando o histórico da criança, relatos da família, informações da escola e, quando necessário, o acompanhamento de uma equipe multiprofissional. Não existem exames laboratoriais ou de imagem que confirmem o TDAH; a avaliação é baseada em critérios do DSM-5 e na observação comportamental ao longo do tempo. Identificar o transtorno precocemente permite desenvolver estratégias que favorecem a aprendizagem, as relações sociais e a qualidade de vida da criança.

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Tratamento e acompanhamento

Embora o TDAH não tenha cura, o diagnóstico precoce e o acompanhamento adequado permitem que a criança desenvolva seu potencial com mais qualidade de vida e autonomia. O tratamento pode incluir terapia comportamental, orientação aos pais, intervenções educacionais e, em alguns casos, medicação. O objetivo é ajudar a criança a gerenciar os sintomas e melhorar seu funcionamento diário.

Quando buscar ajuda especializada

Por isso, diante de sinais persistentes, a orientação é evitar comparações ou julgamentos e buscar uma avaliação especializada para que cada criança receba o cuidado de que realmente precisa. Profissionais como neurologistas, psiquiatras infantis, psicólogos e neuropsicólogos podem realizar a avaliação. Responsável Técnico: Dra. Anielle Florêncio / Neurologista / CRM 21835 RQE 13955.

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