A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adulta do Hospital Municipal Dr. Mário Gatti, em Campinas (SP), foi fechada temporariamente após a identificação de sete pacientes infectados pela superbactéria KPC (Klebsiella pneumoniae carbapenemase). A medida, anunciada pela Prefeitura de Campinas, é preventiva e visa reforçar o controle epidemiológico e a segurança na assistência.
O hospital suspendeu a admissão de novos pacientes na UTI adulta enquanto tenta conter o surto. Não há previsão para a retomada do funcionamento normal do setor. Os pacientes diagnosticados com a bactéria serão mantidos isolados em um salão da UTI, com equipe exclusiva. Os demais internados na ala serão transferidos para leitos de mesma complexidade na rede municipal.
A prefeitura informou que a central de regulação e o Samu foram orientados a não encaminhar pacientes com necessidade de UTI para o Mário Gatti durante o período de contingência. Quem precisar de UTI será direcionado ao Hospital Ouro Verde ou a outras unidades. A direção do hospital apresentou um plano de contingência ao Departamento de Vigilância em Saúde, que inclui limpeza de leitos, reforço na higienização das mãos e treinamentos para equipes de higiene e limpeza.
A KPC é uma superbactéria que produz a enzima carbapenemase, capaz de neutralizar a ação de antibióticos, tornando muitos medicamentos ineficazes. Ela responde a poucos remédios, como as polimixinas, usadas em casos de infecção multirresistente. O risco é maior em pacientes debilitados, como os de UTI, podendo causar pneumonia, meningite e infecção na corrente sanguínea.
A transmissão da KPC é mais comum em hospitais, especialmente em unidades de alta complexidade, por contato com fluidos e objetos contaminados. Medidas como isolamento do paciente e uso de equipamentos de proteção pela equipe de saúde são adotadas para conter a circulação da bactéria.



