Sarampo em SP: saiba quem deve se revacinar
Sarampo em SP: quem deve se revacinar

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo confirmou um surto de sarampo na capital e em cidades da Grande São Paulo, com 23 casos registrados até o início de agosto. Diante do cenário, a pasta divulgou orientações específicas sobre quem deve se revacinar contra a doença, priorizando grupos mais vulneráveis e profissionais de saúde.

Quem deve se revacinar?

De acordo com a Secretaria, adultos entre 20 e 39 anos que não tenham comprovante de duas doses da vacina tríplice viral (que protege contra sarampo, caxumba e rubéola) devem procurar uma unidade de saúde para atualizar o esquema vacinal. Crianças de 1 a 4 anos devem ter recebido duas doses, e adultos de 30 a 39 anos, uma dose, conforme o Calendário Nacional de Vacinação.

"A vacinação é a única forma de prevenção contra o sarampo. Quem não tem certeza se já tomou as duas doses, deve se vacinar novamente, pois não há risco de overdose ou efeitos graves", afirma a infectologista do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, Dra. Marcia Nunes.

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Grupos prioritários

Além da faixa etária, a Secretaria reforça a necessidade de revacinação para profissionais de saúde, professores, trabalhadores de creches e berçários, e pessoas que viajarão para áreas com circulação viral. Gestantes, lactantes e pessoas com imunossupressão devem consultar um médico antes de se vacinar.

"O sarampo é altamente contagioso, e a vacina é segura e eficaz. A orientação é que todos verifiquem sua caderneta e, se necessário, completem o esquema", destaca a coordenadora do Programa Estadual de Imunizações, Dra. Helena Sato.

Onde se vacinar

A vacina está disponível gratuitamente em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) do estado. A Secretaria reforça que a dose é aplicada em qualquer idade, exceto para gestantes e pessoas com alergia grave a componentes da vacina. Em caso de dúvida, a recomendação é procurar orientação médica.

O surto em São Paulo acende o alerta para a importância da cobertura vacinal, que vem caindo nos últimos anos. Dados do Ministério da Saúde mostram que a meta de 95% de cobertura não é atingida desde 2016, o que facilita a reintrodução do vírus.

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