A testosterona é conhecida como o hormônio masculino por excelência, responsável por características como força muscular, voz grave e pelos corporais. No entanto, o corpo feminino também produz testosterona, em quantidades cerca de dez vezes menores, e esse hormônio desempenha funções essenciais para a saúde da mulher. Quando os níveis caem, os impactos na qualidade de vida são reais e significativos.
O papel da testosterona no organismo feminino
Produzida nos ovários e nas glândulas suprarrenais, a testosterona, mesmo em pequenas quantidades, participa de diversas funções: manutenção da massa muscular e força física, saúde óssea, disposição e energia, clareza mental e libido. Com o envelhecimento, ou devido a fatores como uso prolongado de anticoncepcionais, menopausa cirúrgica ou estresse crônico, os níveis podem cair, resultando em cansaço persistente, perda de massa magra, dificuldade para ganhar tônus muscular, queda da libido, névoa mental e ganho de gordura abdominal.
A Dra. Rozeny Anute, ginecologista e cirurgiã plástica à frente da Clínica Lady Care, com unidades em São José dos Campos, Caraguatatuba e São Paulo, explica: “Frequentemente, a mulher atribui esses sintomas ao cansaço do dia a dia. Mas quando investigamos e encontramos níveis baixos de testosterona, a reposição transforma a qualidade de vida dela. É como devolver uma peça que estava faltando no equilíbrio hormonal.”
Desmistificando mitos sobre a testosterona feminina
A desinformação sobre o uso de testosterona por mulheres é vasta. Um dos mitos mais comuns é o de que o hormônio masculiniza o corpo. Na realidade, quando a reposição é feita em doses fisiológicas – compatíveis com a produção natural –, efeitos como engrossamento da voz ou crescimento excessivo de pelos não ocorrem. Outro mito é a associação com agressividade; níveis adequados estão ligados a melhor humor e redução da ansiedade. Além disso, a reposição não serve apenas para aumentar a libido, mas também para melhorar a massa muscular, a saúde óssea, a cognição e reduzir a fadiga crônica.
Quando a reposição é indicada
A indicação deve ser baseada em avaliação clínica criteriosa e exames laboratoriais. Sintomas como queda persistente da libido, fadiga crônica, perda de massa muscular, dificuldade de concentração e ganho de peso abdominal são sinais de alerta.
Formas de reposição disponíveis
As opções evoluíram e oferecem mais segurança e conforto. O implante hormonal (pellet) libera o hormônio de forma contínua por meses. O creme transdérmico permite ajustes finos de dosagem. A película sublingual é prática e de rápida absorção, enquanto a película vaginal beneficia também queixas locais. A via injetável pode ser utilizada em alguns protocolos. A escolha é sempre individualizada.
Impacto na composição corporal
Níveis adequados de testosterona facilitam a manutenção da massa muscular e elevam o metabolismo basal, ajudando no controle de peso, especialmente na perimenopausa e menopausa.
Acompanhamento médico essencial
A reposição é segura quando feita com monitoramento periódico de exames e sintomas. Na Clínica Lady Care, a abordagem é integrativa, avaliando a testosterona no contexto hormonal completo. “O papel do médico não é prescrever testosterona para todo mundo, mas investigar quem realmente precisa e acompanhar de perto. Quando feito com critério, o resultado é transformador”, conclui a Dra. Rozeny.



