A Prefeitura de Taubaté havia informado, no dia 30 de março, a primeira morte por febre amarela no município em 2026, de um menino de 12 anos. No entanto, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo descartou a suspeita após investigação epidemiológica detalhada, concluindo que o óbito não foi causado pelo vírus.
Inicialmente, a prefeitura afirmou que exames do Instituto Adolfo Lutz, na sexta-feira (27), confirmaram a infecção. A vítima, moradora do bairro Residencial Bardan, havia sido internada na UPA San Marino e morreu no início do mês. A declaração de óbito original apontava choque séptico decorrente de Covid-19, e outros familiares testaram positivo para a doença.
A Vigilância Epidemiológica solicitou novos exames, que indicaram resultado positivo para febre amarela em 26 de março, confirmado pelo laboratório no dia seguinte. Após a divulgação, o governo estadual realizou investigação e descartou a relação com a febre amarela.
A Secretaria de Saúde de Taubaté informou que intensificou ações de prevenção, com busca ativa de pessoas não vacinadas nos bairros Bardan e Ana Rosa. A cobertura vacinal contra febre amarela no município está em 34,35%, abaixo dos 95% recomendados, segundo novo modelo de cálculo do governo estadual.
A febre amarela é uma doença viral transmitida por mosquitos, não contagiosa entre pessoas. A vacina é a principal forma de prevenção e está disponível em todos os postos de saúde do estado de São Paulo.



