O setor de saúde suplementar brasileiro alcançou um novo recorde: 53.027.845 de beneficiários em planos de saúde, segundo dados divulgados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O número representa um crescimento de 2,5% em comparação com o mesmo período do ano anterior, quando o país registrava 51,7 milhões de usuários.
Expansão impulsionada por planos coletivos
O principal motor do crescimento foi a modalidade de planos coletivos empresariais e por adesão, que responde por 78% do total de vínculos. No último ano, essa categoria adicionou 1,1 milhão de novos beneficiários, enquanto os planos individuais e familiares tiveram leve retração de 0,3%. Segundo o diretor-presidente da ANS, Paulo Rebello, “a recuperação econômica e o aumento do emprego formal são fatores determinantes para a expansão dos planos coletivos”.
Regiões com maior avanço
O crescimento não foi homogêneo entre as regiões. O Sudeste concentra 58% dos beneficiários, com destaque para São Paulo, que sozinho tem 18,2 milhões de usuários. No entanto, a região Norte apresentou o maior crescimento percentual, de 4,1%, puxado por estados como Pará e Amazonas. Já o Nordeste registrou alta de 2,8%, com a Bahia liderando em número absoluto entre os estados nordestinos.
Impacto financeiro e desafios
O aumento de beneficiários reflete-se nas receitas das operadoras, que somaram R$ 227 bilhões em 2025, alta de 9,3% sobre o ano anterior. Apesar do otimismo, o setor enfrenta desafios como a sinistralidade elevada – que atingiu 87% no último trimestre – e o aumento dos custos hospitalares. “Precisamos equilibrar a sustentabilidade do sistema com a qualidade do atendimento”, afirmou Rebello em coletiva.
Perspectivas para 2026
A ANS projeta que o número de beneficiários continue crescendo, podendo chegar a 54 milhões até o fim de 2026, caso o mercado de trabalho mantenha o ritmo de recuperação. Entretanto, especialistas alertam para o impacto da inflação médica e das inovações tecnológicas nos custos dos planos. A regulação do setor, especialmente no que tange aos reajustes de planos coletivos, permanece como ponto de atenção para o próximo ano.



