Começa nesta segunda-feira, 3 de agosto, a Campanha Nacional de Multivacinação voltada a crianças e adolescentes. Com o lema "Vacinar sempre foi muito Brasil", a iniciativa convoca pais e responsáveis a levarem filhos aos postos de saúde para atualizar a caderneta de vacinação. A mobilização ocorre em todos os estados e no Distrito Federal, com a participação de municípios brasileiros que abrem suas salas de vacinação para a aplicação de doses do calendário nacional.
A ação tem como público-alvo crianças e adolescentes de zero a 15 anos. Durante o período da campanha, as equipes das unidades básicas de saúde verificam o cartão de vacina e aplicam as doses em atraso, conforme as orientações do Programa Nacional de Imunizações (PNI). Não é necessário agendamento: basta procurar o ponto de atendimento mais próximo, levando documento de identificação e a caderneta de vacinação.
Quem deve procurar um posto?
Pais, mães e responsáveis devem aproveitar a campanha para conferir se o esquema vacinal das crianças e dos adolescentes está completo. A recomendação vale mesmo para quem está com a caderneta em dia, pois a equipe de saúde pode identificar alguma dose que tenha passado despercebida. O cartão do SUS e um documento com foto da criança ou do adolescente facilitam o atendimento.
Em caso de dúvida sobre qual unidade de saúde oferece atendimento no horário estendido, a orientação é procurar a prefeitura ou a secretaria municipal de saúde. Muitas cidades organizam mutirões e pontos de vacinação temporários em escolas, praças e centros de saúde, ampliando o acesso da população.
Vacinas incluídas na multivacinação
A campanha reúne vacinas do calendário básico, incluindo imunizantes contra tuberculose, hepatite B, difteria, tétano, coqueluche, poliomielite, pneumonia por pneumococos, meningites, sarampo, caxumba, rubéola, febre amarela, HPV e outras doenças previstas no PNI. Quem está com atraso pode receber as doses necessárias no mesmo dia, desde que sejam respeitados os intervalos mínimos entre as vacinas.
Os imunizantes utilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) passam por rigorosos controles de qualidade e são considerados seguros pelas autoridades sanitárias. A ocorrência de eventos adversos é rara e, na maioria dos casos, limitada a reações leves como dor no local da aplicação, febre baixa ou irritabilidade. Qualquer intercorrência deve ser relatada à equipe de saúde.
O peso do lema "Vacinar sempre foi muito Brasil"
A escolha do tema desta campanha remete a uma história de conquistas da saúde pública brasileira. O Brasil chegou a registrar o último caso de poliomielite em 1989 e, desde 1994, mantém a certificação de eliminação da doença. A varíola, por sua vez, deixou de circular no país em 1971, anos antes de ser erradicada no mundo. Essas vitórias foram possíveis graças à mobilização em massa da população em campanhas que se tornaram marcos no imaginário nacional.
Nos últimos anos, entretanto, as coberturas vacinais apresentaram queda em diversos grupos etários, aumentando o risco de retorno de doenças que já estavam controladas. A multivacinação é uma estratégia para recuperar esses indicadores, proteger quem não tomou as doses no prazo e evitar surtos. Segundo especialistas, a imunização coletiva é fundamental para proteger pessoas que não podem ser vacinadas, como bebês muito pequenos e pacientes imunodeprimidos.
Como participar da campanha
Para atualizar a caderneta, é simples: o responsável deve levar a criança ou o adolescente a uma unidade de saúde com a caderneta de vacinação, o cartão do SUS e um documento de identificação. No local, um profissional avalia as doses já registradas e verifica quais estão pendentes. A vacina pode ser aplicada mesmo que o esquema esteja atrasado há muito tempo; não é necessário recomeçar o esquema vacinal por causa de um intervalo maior que o recomendado.
Durante a campanha, os municípios também reforçam a importância de manter a caderneta guardada em local de fácil acesso e de atualizar os dados de contato na unidade de saúde. Em alguns locais, a busca ativa por crianças que não estão com as vacinas em dia é feita por agentes comunitários, que orientam as famílias a procurar atendimento.
A vacinação em dia protege individual e coletivamente. Ao reduzir a circulação de vírus e bactérias, a imunização diminui as internações, as sequelas e as mortes por doenças preveníveis. O lema "Vacinar sempre foi muito Brasil" reforça que o ato de vacinar não é apenas um procedimento de saúde, mas um gesto de cidadania e de cuidado com o próximo.
Nesta segunda-feira, os postos de saúde de todo o país começam a receber crianças e adolescentes para mais uma etapa dessa grande mobilização. Quem tem filhos pequenos ou adolescentes em casa deve procurar a unidade mais próxima e garantir que a proteção esteja em dia. A caderneta em dia é a melhor forma de começar o segundo semestre com saúde.



