Um montanhista de 32 anos conseguiu sobreviver a um grave acidente em Granite Peak, Montana, quando seu bastão de caminhada perfurou seu corpo. Apesar da gravidade do ferimento, ele caminhou cerca de 16 quilômetros até receber socorro médico. O caso foi divulgado pelo The New York Times e reforça os riscos de atividades em trilhas remotas.
O acidente
David Cifaldi, enfermeiro especializado em tratamento de feridas, estava escalando a montanha Granite Peak quando sofreu uma queda que fez com que o bastão de caminhada atravessasse seu corpo. Segundo ele, o objeto entrou pelas costas e saiu pela frente do abdômen. Apesar da dor intensa, manteve a calma e avaliou seus ferimentos. "Poucos centímetros poderiam ter sido fatais", afirmou Cifaldi, destacando que o bastão não atingiu o pulmão, o que teria sido letal.
Caminhada de 16 km
Após o acidente, Cifaldi decidiu descer a montanha por conta própria. Ele caminhou 16 quilômetros em terreno acidentado até encontrar outros montanhistas, que puderam chamar o resgate. Durante a descida, manteve o bastão no corpo para evitar sangramentos maiores. "Sabia que, se tirasse o bastão, poderia morrer", explicou. A experiência de enfermeiro foi crucial para sua sobrevivência, pois conseguiu estabilizar o ferimento temporariamente.
Cirurgia e recuperação
Chegando ao hospital, Cifaldi passou por uma cirurgia complexa para remover o bastão, que media cerca de um metro de comprimento. Os médicos confirmaram que o objeto não danificou órgãos vitais, como o pulmão ou o coração. Após o procedimento, o montanhista se recupera em casa, mas ainda precisa de acompanhamento médico. Ele destacou a importância de levar equipamentos de resgate, como rádios ou dispositivos de localização, em trilhas isoladas.
Impacto e lições
O caso de David Cifaldi serve de alerta para aventureiros. Granite Peak, com 3.904 metros de altitude, é uma das montanhas mais desafiadoras dos Estados Unidos. Apenas em 2023, o Serviço Nacional de Parques registrou dezenas de acidentes na região. Cifaldi espera que sua história inspire outros montanhistas a se prepararem melhor e a não subestimarem os riscos. "A sorte esteve ao meu lado, mas o preparo também fez a diferença", concluiu.



