Zinedine Zidane será o novo técnico da Seleção Francesa a partir de setembro, assumindo o cargo após a saída de Didier Deschamps. Campeão mundial como jogador em 1998 e vice em 2006, Zidane agora busca repetir o sucesso como treinador, seguindo os passos de outros ídolos que lideraram suas seleções nacionais. A França já teve dois exemplos notáveis: Michel Platini e o próprio Deschamps, que capitaneou a equipe na conquista de 1998 e depois a treinou em quatro Copas do Mundo, com um título em 2018 e um vice em 2022.
Didier Deschamps: o antecessor de sucesso
Deschamps, que deixou o cargo após a Copa de 2026, onde a França terminou em quarto lugar, é um dos poucos a vencer o Mundial como jogador e técnico, façanha alcançada anteriormente por Zagallo e Beckenbauer. Sua passagem marcou época: em 2018, levou a França ao bicampeonato mundial, e em 2022, ao vice-campeonato. A decisão de substituí-lo por Zidane já era esperada, dado o planejamento da Federação Francesa.
Ídolos que se tornaram técnicos: sucessos e fracassos
Várias seleções apostaram em ex-jogadores lendários para comandar a equipe nacional, com resultados variados. O Brasil, por exemplo, teve Zagallo, que conquistou o tricampeonato em 1970 como técnico e depois o vice em 1998. Já Paulo Roberto Falcão durou menos de um ano no cargo, entre 1990 e 1991, após a eliminação na Copa de 1990. Dunga, outro ex-volante, teve duas passagens: a primeira entre 2006 e 2010, com títulos da Copa América e Copa das Confederações, mas queda nas quartas em 2010; a segunda, após 2014, não teve sucesso.
Alemanha: Beckenbauer, Völler e Klinsmann
Na Alemanha, Franz Beckenbauer levou a seleção ao vice em 1986 e ao título em 1990. Rudi Völler e Jürgen Klinsmann também assumiram sem experiência prévia: Völler chegou à final em 2002, mas caiu na fase de grupos da Euro 2004; Klinsmann levou a equipe à semifinal da Copa de 2006 em casa.
Argentina e Itália: Maradona e as tentativas frustradas
Diego Maradona treinou a Argentina entre 2008 e 2010, com Messi em ascensão, mas caiu nas quartas da Copa de 2010 após goleada para a Alemanha. A Itália quase seguiu o mesmo caminho com Andrea Pirlo, mas a tentativa gerou crise e levou ao retorno de Roberto Mancini.
Outros casos: Platini, Rijkaard e mais
Michel Platini, ídolo francês, treinou a França de 1988 a 1992, mas não se classificou para a Copa de 1990 e caiu na primeira fase da Euro 1992. Frank Rijkaard, herói da Euro 1988, treinou a Holanda de 1998 a 2000, parando na semifinal da Euro 2000. A lista mostra que não há fórmula garantida: o sucesso depende de muitos fatores, como identificação com o time e capacidade tática.
Agora, Zidane terá a missão de dar continuidade ao legado francês, com a responsabilidade de manter a França no topo do futebol mundial. Sua estreia está prevista para setembro, nos jogos das Eliminatórias para a próxima Copa.



