A vitória de Aleph Miguel, 6 anos, contra a leucemia foi celebrada com um buzinaço pelas ruas de Aracaju. O menino finalizou o tratamento de quimioterapia no Hospital de Urgências de Sergipe (Huse) e a família saiu em um carro decorado com a frase "Minha última quimioterapia", pedindo que os motoristas buzinassem ao ver a mensagem.
Diagnóstico e tratamento
Em 2024, Aleph foi diagnosticado com Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA), um câncer que afeta rapidamente a medula óssea e o sangue. O tratamento exigiu inúmeras sessões de quimioterapia, resultando em perda de cabelo, pausa nos estudos e uma rotina completamente transformada para a família.
O pai, o vigilante Alef Ferreira, contou ao g1 que a sensação de alívio é indescritível: "Foi muito gratificante ver as pessoas buzinando e gritando, eu dirigindo e chorando ao mesmo tempo. Foi o melhor presente da minha vida, foi a vitória! Só sabe a sensação de alívio quem já passou por isso, porque não foi nada fácil".
Comemoração no hospital e nas ruas
Além do buzinaço, Aleph ganhou uma festa no setor de oncologia do Huse, com bolo decorado, balões e a tradicional tocada de sino que simboliza o fim do tratamento. O momento foi registrado pela família e emocionou a equipe médica.
A mãe, Crislâine Vicente, destacou a importância da retomada da rotina: "Hoje ele volta a viver a infância que tanto sonhamos. Pode brincar, correr, fazer novos amigos, frequentar a escola sem medo e aproveitar cada momento como toda criança merece".
Solidariedade e apoio familiar
Durante o tratamento, o pai raspou a cabeça em solidariedade ao filho, gesto que fortaleceu o vínculo entre eles. A família também contou com o apoio de amigos e desconhecidos que se uniram à causa.
A LLA é o tipo mais comum de câncer infantil, mas com tratamento adequado as taxas de cura chegam a 90% em crianças. No Brasil, cerca de 8 mil novos casos de câncer infantil são diagnosticados por ano, sendo a leucemia responsável por aproximadamente 30% deles.
Futuro promissor
Agora, Aleph inicia uma nova fase, livre do tratamento. A família pretende retomar a rotina escolar e as atividades típicas da infância. A celebração nas ruas de Aracaju marcou não apenas o fim de um ciclo, mas a esperança de muitas outras crianças que enfrentam a mesma batalha.



