Uma menina de 18 meses nos Estados Unidos, identificada como Mady, passou por uma amputação bilateral das pernas após desenvolver um choque séptico fulminante. A causa foi uma condição rara chamada asplenia, caracterizada pela ausência do baço, órgão essencial para o combate a infecções.
Sintomas e evolução rápida
Poucas horas após os primeiros sintomas, a criança entrou em choque séptico. A infecção se espalhou rapidamente pelo corpo, levando a uma grave coagulação intravascular disseminada (CIVD), condição em que ocorre formação excessiva de coágulos nos vasos sanguíneos, comprometendo a circulação. Mady precisou de suporte de vida imediato.
Amputação e recuperação
Devido à necrose dos membros inferiores causada pela falta de irrigação sanguínea, os médicos optaram pela amputação das pernas. Após o procedimento, a menina se recupera bem e já utiliza próteses. O caso foi divulgado pela família como forma de alertar sobre os riscos da asplenia.
O que é asplenia?
A asplenia pode ser congênita ou adquirida. No caso de Mady, a ausência do baço não havia sido diagnosticada antes do evento. O baço é responsável por filtrar o sangue e ajudar o sistema imunológico a combater bactérias, especialmente as encapsuladas, como o pneumococo. Sem o órgão, infecções que seriam leves podem evoluir rapidamente para sepse.
Tratamento e prevenção
Pessoas com asplenia precisam de vacinação específica e uso profilático de antibióticos para prevenir infecções. No caso de Mady, o tratamento incluiu antibióticos intravenosos, suporte hemodinâmico e cirurgia. A família agora acompanha a reabilitação com fisioterapia e adaptação às próteses.



