Internações de crianças por bronquiolite caem 57% em BH com vacinação de gestantes
Internações por bronquiolite caem 57% em BH

As internações de crianças por bronquiolite caíram 57% em Belo Horizonte no comparativo entre os primeiros cinco meses de 2025 e o mesmo período de 2026, segundo a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH). Entre janeiro e maio do ano passado, a capital registrou 1.428 hospitalizações pela doença, enquanto nos primeiros cinco meses deste ano o número caiu para 613.

Vacinação de gestantes contra VSR é apontada como causa da redução

O indicativo positivo, segundo o órgão, é resultado direto da vacinação de gestantes contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), oferecida gratuitamente pela prefeitura desde dezembro. A bronquiolite é uma das principais causas de hospitalização nos primeiros meses de vida, e a proteção oferecida durante a gravidez já demonstra impacto direto na saúde dos recém-nascidos.

A vacina é indicada para gestantes a partir da 28ª semana de gestação, sem restrição de idade. Ao receber a dose, a mãe produz anticorpos que são transferidos ao bebê pela placenta, garantindo proteção no período em que as complicações pelo VSR são mais frequentes.

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Secretário municipal de Saúde destaca eficácia da política

Segundo Miguel Duarte, secretário municipal de Saúde, o melhor resultado de uma política pública de saúde é quando ela evita que a doença aconteça. "É isso que começamos a observar em Belo Horizonte. Ao vacinar a gestante, protegemos o bebê justamente no período em que ele é mais vulnerável, reduzindo o risco de bronquiolite e, consequentemente, de internações por esta causa", completou Miguel Duarte.

De acordo com a PBH, desde o início da campanha, cerca de 15 mil gestantes já foram imunizadas na capital. A vacina é aplicada em dose única, com recomendação de renovação a cada nova gestação.

Onde se vacinar em Belo Horizonte

Para receber a dose, a gestante deve procurar um dos centros de saúde da capital ou o Serviço de Atenção à Saúde do Viajante. É necessário apresentar: documento que comprove a idade gestacional (como cartão da gestante, pré-natal, exames ou relatório médico), documento de identificação com foto e caderneta de vacinação (se possível).

Proteção extra com nirsevimabe para bebês de alto risco

Outro aliado na prevenção das complicações respiratórias em crianças é o imunizante nirsevimabe, ofertado pela Prefeitura desde janeiro deste ano para públicos específicos. Segundo a PBH, até o momento, já foram aplicadas 3.083 doses e não há registro de óbitos relacionados ao Vírus Sincicial Respiratório em crianças em 2026.

O anticorpo monoclonal é voltado para bebês prematuros (nascidos com idade gestacional até 36 semanas e seis dias, com até seis meses de vida) e crianças menores de 2 anos com comorbidades específicas (como doença cardíaca congênita, doença pulmonar crônica, imunocomprometimento grave, fibrose cística, doenças neuromusculares, anomalias de vias aéreas e Síndrome de Down).

Os bebês elegíveis nascidos nas maternidades da capital podem receber o imunizante antes mesmo da alta hospitalar. Para a aplicação nos pontos específicos de saúde, é preciso apresentar documento de identificação, certidão de nascimento, CPF, cartão de vacina e laudo/exame médico que comprove a condição de saúde.

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