Superlotação e macas nos corredores do Hospital Heliópolis após terceirização
Superlotação e macas nos corredores do Hospital Heliópolis após terceirização

Pacientes e funcionários denunciam superlotação e condições precárias no Hospital Heliópolis, na Zona Sul de São Paulo. Imagens obtidas por acompanhantes e trabalhadores mostram pacientes em macas espalhadas pelos corredores, em situação considerada inadequada.

Funcionários que pediram anonimato afirmam que a lotação aumentou desde a terceirização da gestão, em agosto de 2024, quando o Hospital Israelita Albert Einstein assumiu a administração. A mãe do motoboy Reginaldo Avelino Santana, de 80 anos, ficou das 11h às 18h em uma maca no corredor sem receber medicação.

A cozinheira Maria Damasceno de Santana disse que deixou o hospital chorando ao ver a quantidade de pessoas aguardando atendimento. Além da superlotação, andares inteiros estão fechados desde 2024 para reformas necessárias à obtenção do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), que deveriam ter sido concluídas em 2025, mas ainda não foram finalizadas.

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Pacientes também relatam falta de médicos. Uma diarista afirmou que muitos profissionais deixaram a unidade e que, em alguns casos, pessoas chegam ao hospital sem serem informadas sobre a indisponibilidade de atendimento. A Secretaria Estadual da Saúde informou que monitora o plano de trabalho da organização social e que 50 novos leitos devem ser entregues até setembro.

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