Os casos de hepatite A em Ribeirão Preto (SP) tiveram um aumento expressivo no primeiro trimestre de 2026. Segundo levantamento da Secretaria Municipal de Saúde, foram registrados 203 casos entre janeiro e março, contra apenas dois no mesmo período de 2025.
A subsecretária de Vigilância em Saúde, Luzia Márcia Romanholi Passos, informou à EPTV, afiliada da TV Globo, que o aumento começou em dezembro de 2025 e tem se intensificado desde o início de 2026. A Vigilância Epidemiológica do município afirma que não há um ponto principal de contaminação identificado.
A hepatite A é uma infecção viral altamente transmissível que afeta apenas humanos. O vírus se espalha por contato com água, alimentos ou objetos contaminados, além do compartilhamento de copos e talheres com pessoas infectadas. Também pode haver transmissão por relações sexuais que envolvam contato com resíduos fecais.
Os sintomas incluem cansaço, febre, náuseas, enjoo, vômitos, dor abdominal, constipação ou diarreia. Em casos avançados, podem surgir urina escura e pele e olhos amarelados. A assessora de eventos Mariana Villares, diagnosticada com a doença, relatou: “Não é fácil, coça demais o corpo, a gente fica com esses sintomas de olho amarelo. Eu comecei com uma gripe, então se vocês perceberem qualquer sintoma diferente, procure um médico.”
A prevenção inclui higiene pessoal e vacinação, disponível no SUS desde 2014 para crianças e grupos de risco. A infectologista Silvia Fonseca alerta que pessoas que não tomaram a vacina podem estar suscetíveis. Durante o tratamento, é importante evitar medicamentos inadequados e bebidas alcoólicas. A vacina está disponível em todas as salas de vacinação da cidade.



